Economia e Negócios

Investidores paraibanos representam menos de 1% na Bolsa de Valores

Pernambuco tem o triplo de investidores e 4 vezes mais dinheiro investido.




Quando a Bolsa de Valores brasileira celebra a marca de 1 milhão de investidores no Brasil entre Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas, os números mostram que a Paraíba ainda está longe de uma cultura investidora. O volume de CPFs paraibanos que têm algum valor investido na Bolsa representa menos de 1% – 0,64% para ser bem exato.

Os dados são da própria Bolsa e indicam que até março deste ano, eram 6.336 investidores no estado, sendo que as mulheres são apenas 18,41% deste grupo. Juntos, os paraibanos têm R$ 477,7 milhões investidos – valor que equivale a apenas 0,21% dos quase R$ 230 bilhões que circulam na Bolsa. Pernambuco tem o triplo de investidores com quatro vezes mais dinheiro investido.São 18.972 pernambucanos com mais de R$ 2 bilhões na Bolsa.

No ranking nacional de investidores, a Paraíba ocupa o 13º lugar, iniciando um terceiro grupo de estados, pode-se dizer. No topo, São Paulo 405.260 investidores são responsáveis por R$ 114 bilhões no mercado e ocupam essa colocação. Com metade de volume investido em todo o país, eles têm larga vantagem em relação ao segundo lugar, Rio de Janeiro, onde são 135.254 investidores com R$ 45,78 bilhões.

Depois a lista segue com dez estados que foram um segundo grupo que tem entre 17 mil e 82 mil investidores. O nordestinos Bahia, Pernambuco e Ceará estão neste nível de investimento. 

EstadoContasValor (R$ bilhões)%
HOMENSMULHERESTOTALHOMENSMULHERESTOTAL

 

TOTAL769.042213.679982.721172,0657,76229,82

 

SP        311.81593.445405.26084,0230,07114,0949,64%

 

PB        5.1691.1676.3360,390,080,480,21%

Dicas para não cometer erros na hora de investir

O financista do Canal de educação financeira 1Bilhão Educação Financeira, Fabrizio Gueratto, listou os 8 principais erros do investidor que acabou de ingressar na B3 (Bolsa de Valores)

  • – Investidor sabe tudo: O ser humano gosta de ter a sensação de que sozinho ele consegue resolver tudo. No mercado financeiro não é diferente. Muitas pessoas que acabam de ingressar na bolsa de valores começam a operar sozinhos. Eles leem 3 ou 4 matérias em blogs e acreditam que são mais espertos que os demais. Como em um cassino, as vezes até acertam uma ação ou outra, mas a tendência natural é de perdas. Se o Ibovespa começa a ir bem é pior ainda para este tipo de investidor. Porque neste caso ele tem certeza de que realmente ele é muito bom e não de que o mercado todo está ganhando;
  • – Investidor emoção: Este tipo de investidor não usa a racionalidade para investir. Ele deixa a emoção tomar conta. Quando a bolsa está com uma boa expectativa ele compra, na primeira notícia negativa ele vende e fica sempre patinando. As vezes, para investidores pequenos, o próprio custo da corretagem que algumas corretoras cobram acaba prejudicando a rentabilidade dependendo do número de operações que são realizadas. Segundo uma pesquisa encomendada pela CVM, 90% dos investidores que fazem day-trade, ou seja, compram e vendem ações no mesmo dia, perdem dinheiro;
  • – Investidor preguiçoso: Embora o investimento em ações seja de longo prazo, isso não quer dizer que basta comprar algumas ações, compor uma carteira e largar por anos. Qualquer carteira de investimento, seja de uma pessoa física ou de um fundo de investimentos precisa ser constantemente rebalanceada. Porém, para rebalancear também precisa ter know how, algo que o investidor iniciante não tem;
  • – Investidor Day-Trade de fundos: O correto para o investidor que está iniciando é investir através de um fundo de investimento em ações (FIA) e de preferência para escolher 1 ou mais fundos é ideal contar com ajuda de um especialista, que conhece a estratégia e o gestor de cada um deste produtos e consegue diversificar o risco, mesmo sendo ativos de renda variável. Entretanto, o investidor day-trade, olha simplesmente a rentabilidade passada ou o FIA da moda e coloca todo o dinheiro nele. No segundo mês que a performance é negativa ele não suporta e resgata o dinheiro e muda para outro fundo. As vezes em um único ano ele aplica e resgata em 3 ou 4 produtos diferentes;
  • – Investidor me engana que eu gosto: O investidor que vive comprando e vendendo ações sempre superestima seus ganhos e minimiza as perdas. Por exemplo, se este investidor tinha R$ 10 mil em ações de Vale e ganhou 5%, mas tinha R$ 100 mil em ações da Petrobras e perdeu 4%, ele contará para todo mundo que deu uma “porrada” em Vale e em “Petro” ele perdeu um pouquinho. Este investidor no final do ano nem se quer sabe fazer as contas da rentabilidade de sua carteira. Foram tantas operações, mais imposto de renda e aportes novos de dinheiro que ele fica completamente perdido. Para este perfil a bolsa de valores é um game;
  • – Investidor sem estratégia: Existe o investidor que não possui qualquer estratégia. Ele sempre quer ter a sensação que sabe algo que ninguém mais sabe. Ele ouve um boato e compra determinada ação. Ele abre um blog e tem uma dica e ele faz a mesma coisa. Até os que tem estratégia, assim que o mercado vira para baixo, como quando o Temer quase caiu da presidência, ou a briga entre Bolsonaro e Rodrigo Maia, ele na mesma hora se desespera. Ganhar dinheiro sozinho na bolsa de valores é muito difícil, a não ser que o investidor tenha a sorte de pegar um ciclo por meses ou anos de alta, como já ocorreu no passado;
  • – Investidor Mega-Sena: Este perfil de investidor muitas vezes não tem nem o cofre de emergência, ou seja, pelo menos 6 meses do seu custo de vida em um investimento de renda fixa com liquidez, mas ele quer ficar rico rápido então a única chance é fazer a grande aposta na bolsa de valores ou ativos de alto risco como criptomoedas. Esta pessoa aplicará que opções, que é muito mais arriscado do que ações. Ela tentará acertar uma small cap, que são pequenas empresas que possuem capital aberto, mas quase não tem negociação. Ela acredita que pode transformar R$ 10 mil em R$ 100 mil;
  • – Investidor Cassino: Este perfil encara investimentos na bolsa de valores como um cassino. Além de tradicionalmente ele querer acertar a empresa que irá ter valorização de 1.000%, como em um jogo, cada vez que ela perder a aposta ela correrá mais risco para tentar recuperar o que perdeu. Até o momento em que ela perde tudo ou, em alguns casos, como estava alavancado, ou seja, usando um “cheque especial” ainda fica devendo na corretora e acaba perdendo um carro ou imóvel, por exemplo.


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