Economia e Negócios

Inflação em alta nos alimentos muda hábitos

Alta dos alimentos está fazendo com que o paraibano mude hábitos antigos e ponha em prática estratégias para economizar.



Kleide Teixeira
Kleide Teixeira
Custo médio de hortaliças e verduras já subiu 10,6% nos sete meses deste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Em qualquer área de aquisição, seja de alimentos, bens e serviços, o consumidor vem enfrentando a aceleração dos preços este ano. Difícil é saber frear os gastos quando tratamos de algo indispensável como alimentação com a perda do poder de compra provocada pela inflação. O custo médio de hortaliças e verduras já subiu 10,6% nos sete meses deste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta dos produtos está fazendo com que o paraibano mude hábitos antigos e ponha em prática estratégias para economizar.

Na primeira matéria da série “A inflação nossa de cada dia” vamos saber como os consumidores estão enfrentando os aumentos de alimentos e ouvir dicas de especialistas de como não extrapolar o orçamento doméstico. Diante da alta generalizada nos supermercados, os hortifrutigranjeiros têm sido os vilões deste ano com fortes altas. Para se ter uma ideia o preço da cebola cresceu 155,19% no acumulado dos sete meses deste ano, segundo o Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor do IPCA.

A psicóloga Jamiliana Barroso, 40 anos, sentiu o reajuste do produto ao fazer as compras para casa. “Enquanto encontramos carne comum por R$ 15 o quilo, a mesma quantidade de cebola custa R$ 7, quase a metade do preço. Isso é um absurdo”, reclamou. Para equilibrar as contas do mês ela contou que evita ao máximo o desperdício, comprando apenas os legumes, frutas e verduras que serão consumidos na semana.

A aposentada Fátima Leite, 60 anos, também está pondo em prática suas estratégias de economia dentro do lar. “Tudo está mais caro. No caso dos produtos industrializados procuro a marca mais barata e no caso dos hortifrutigranjeiros estou reduzindo a quantidade”.

Para o consultor de finanças pessoais Erasmo Vieira, as ações das consumidoras estão corretas, já que o momento é de aperto. “A inflação chegou e sempre podemos enxugar gastos quando o assunto é alimentação. Além de evitar o desperdício pode-se optar por hortifrútis da época, que são mais baratos. Deve-se ainda evitar os legumes e frutas que já vêm sem casca e fatiados no supermercado. Eles são mais caros porque o consumidor paga pela comodidade”.

DICAS DE COMO ECONOMIZAR NA ALIMENTAÇÃO DENTRO DE CASA 

Comprar somente o que for consumir para evitar o desperdício;

Evitar adquirir as frutas ou verduras que já vêm descascadas e fatiados nos supermercados. Elas são mais caras porque o serviço e a embalagem estão embutidos no preço final;

Na hora que for em busca de promoções, optar por locais próximos de casa porque o custo com deslocamento tem que ser considerado. Se o consumidor não ficar atento, o barato pode sair caro;

Se preferir reunir a família e amigos para fazer compras coletivas, priorizar os alimentos que serão consumidos em curto prazo e organizar previamente como será feita a partilha entre o grupo.

SAIBA MAIS 
Os dados do IPCA apontaram ainda que de janeiro a julho outros alimentos tiveram alta relevante. Além da cebola, podemos citar o feijão-mulatinho (35,57%), o feijão-carioca (22,66%), a batata inglesa (24,60%) e ovos (15,52%). O reajuste das frutas foi de 6,10% no período.

 


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