Economia e Negócios

Grupo Bonaparte expande suas operações para interior e para exterior

Entrada no mercado internacional é tida como a grande aposta para o grupo, que pretende, fazer com que esse nicho represente 50% do faturamento da empresa.




Da Redação
Com assessoria

O Grupo Bonaparte tem mais de 12 anos no mercado de food service e opera as bandeiras do Bonaparte, Monalisa, Donatário, Galileu e Bossa Grill. Atualmente a rede está presente no país com 65 restaurantes espalhados pelos principais shoppings de cidades do Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sudeste e foi o primeiro franqueador nordestino a subverter a rota tradicional de migração das franquias brasileiras, exportando sua marca para a Região Sudeste no segmento de fast food.

E foi apostando em novos nichos de mercado, consumidores diferenciados, pratos de qualidade a preços competitivos e promovendo ações e campanhas exclusivas que o Grupo Bonaparte apresentou, em 2009, um faturamento 18% superior ao de 2008. O bom momento da marca se reflete, ainda, no primeiro trimestre de 2010, período em que o Grupo apresentou um crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado. Seguindo os bons ventos, começou a operar em julho a primeira unidade internacional, em Wichita, Kansas, Estados Unidos, com a nova marca Bossa Grill.

“A decisão de partir para o mercado externo foi estratégica. Para o Bossa Grill, já investimos cerca US$ 500 mil, mas outros US$ 500 mil deverão ser investidos nos próximos 12 meses”, afirma Leonardo Lamartine, presidente do Grupo. Ele destaca, ainda, que, para a nova marca, a expectativa é de que cada unidade fature cerca de US$ 150 mil mensalmente. Com as novas unidades, espera-se que o retorno do empreendimento seja alcançado num período de até 40 meses.

A entrada no mercado internacional é tida como a grande aposta para o grupo, que pretende, em cinco anos, fazer com que esse nicho represente 50% do faturamento da empresa. De acordo com Lamartine, até o final do segundo semestre de 2010, o Bossa Grill deverá representar 3,5% do faturamento da rede.

A escolha dos Estados Unidos como ponto inicial para a expansão internacional do Grupo foi baseada no potencial representado pelo segmento de fast casual, um serviço intermediário entre o tradicional à la carte e o fast food. Nesse sistema, onde o cliente solicita diretamente no caixa e recebe sua refeição à mesa, vem ampliando sua participação no setor de refeições fora do lar. O ticket médio deste sistema gira em torno de US$ 9,50. Nos Estados Unidos, o percentual médio da renda per capta gasto com alimentação fora de casa chega a mais de 52%.

Depois do Kansas, a empresa espera levar a marca para os estados americanos da Flórida e do Texas e cruzar a fronteira para o Canadá. A rede já mapeou cidades como Miami, Orlando e Dallas e está em busca de novos franqueados e, inclusive, já está preparada para receber e assessorar pessoas interessadas em migrar para os Estados Unidos. “Já percebemos esse movimento migratório dentro do país, alguns franqueados mudaram sua cidade de residência para abrir um dos restaurantes do grupo e agora, identificamos o mesmo interesse em relação ao mercado internacional”, destaca Lamartine.

Outra marca do Grupo que já está próxima de entrar no mercado internacional é o Bonaparte, que em breve deve ancorar em Angola”, afirma Lamartine. No continente africano, a expectativa é abrir nove franquias – que já estão em processo de negociação – nas capitais e principais cidades de Angola, Moçambique e África do Sul, até 2012.

Essas unidades são fruto de oito meses de negociação com avaliação das propriedades da marca e do estilo da franquia a ser utilizada nesse continente. "Vamos estabelecer parceria com um grupo angolano que atua nos segmentos de transporte, logística e construção civil em toda África. Eles também já têm um braço na área de alimentação em parceria com uma rede de fast food inglesa", comenta Lamartine.

Até agora, estão previstas duas unidades em Angola, cinco na África do Sul e duas em Moçambique. Todas elas em centros de compras. "No continente o perfil do nosso negócio tem grande potencial em shoppings devido às particularidades sociais da África e tudo sairá do Brasil, do material de construção das lojas, aos insumos necessários para a produção dos pratos", relata Lamartine.

Ao contrário do que ocorreu com o mercado norte-americano, para onde foram criados marca, cardápio e sistema de atendimento diferenciados do Brasil, na África, o Bonaparte terá uma formato semelhante ao que o pernambucano conhece. "Assim como no Brasil, vamos oferecer pratos para classe A e B com a mesma qualidade do à la carte por preços acessíveis, só que seguindo uma realidade de preços de lá. Se um filé é vendido no restaurante concorrente por US$ 25, vamos vendê-lo por US$ 23, por exemplo", explica Lamartine.

Nordeste

Em paralelo, o grupo está intensificando sua presença em cidades do interior do Nordeste. “O interior nordestino ainda tem potencial para receber cerca de 35 restaurantes das bandeiras da rede. O mercado é promissor e vive uma excelente hora para receber esse crescimento. Nossa ideia é transformar a região em um verdadeiro centro gastronômico”, afirma o empresário, que reforça os planos do Grupo pensando no momento positivo da economia regional, com o crescimento do PIB nordestino e o aumento da classe média brasileira. Outro alvo será o balneário de Porto de Galinhas, que receberá a primeira unidade do Bonaparte Praia até o fim do ano.

O Nordeste é um mercado consumidor promissor e estratégico para o Grupo. Com unidades espalhadas em sete dos nove estados, o NE representa 72% do faturamento total da rede que já prepara expansão de seis novas unidades no interior de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. “O Nordeste é muito estratégico para o nosso grupo e apresenta uma nova perspectiva para o sistema de franchising. As franquias ocupam, hoje, cerca de 30% dos espaços comerciais nos principais shoppings da região”, comenta Lamartine.

Ele destaca ainda o enorme potencial consumidor da região que, com cerca de 60 milhões de habitantes, oferece grande potencial para a expansão de franquias, locais ou de fora. “E não é por acaso que os shoppings no Nordeste estão com um crescimento de fluxo de pessoas bem acentuado, devido à migração de classe de quase 12 milhões de brasileiros”, argumenta ele.


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