Economia e Negócios

Falta de combustível leva postos a demitirem 60 trabalhadores

Sindicato dos donos de postos diz que o setor vem perdendo em vendas e arrecadação, por isso os desligamentos de funcionários em postos de bandeira branca.




A falta de combustíveis na Paraíba vem afetando os empregos do setor. A informação é do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (Sindipetro), Omar Hamad. De acordo com ele, nas últimas semanas, foram demitidos em João Pessoa mais de 60 funcionários de postos de bandeira branca – aqueles que não têm contrato fixo com uma única distribuidora. Sobre a crise de combustíveis que ameaça deixar a Paraíba desabastecida, a previsão, conforme ele, é de que ela melhore quando embarcações com mais gasolina chegarem ao Estado até sábado (9).

“A gente vem perdendo em vendas, em arrecadação, além do transtorno e do pânico causado por essa falta”, comentou, frisando que os preços também são afetados pelo problema. “Existe uma falta de abastecimento em algumas regiões do país, mas o caso da Paraíba é um dos mais complicados. Isso devido aos atrasos e à pouca quantidade que está sendo oferecida para cá. Consequentemente o custo fica mais alto”, acrescentou.

A situação fez com que na última quarta-feira (6) o Sindipetro solicitasse ao Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) que realizasse nesta quinta (7) uma reunião com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para tratar do abastecimento no Estado.

Para Omar, atualmente, com os dois últimos atrasos nas chegadas de embarcações, a Paraíba precisaria de no mínimo um navio com 35 mil toneladas de combustíveis para voltar à distribuição normal, mais um estoque regulador de 10 a 12 mil toneladas semanais. “Hoje temos uma capacidade de armazenamento de 65 milhões no Porto de Cabedelo, mas estamos trabalhando com 10 milhões”, disse.  


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