Economia e Negócios

Construtoras buscam cada vez mais baratear o valor do condomínio para moradores.

Segundo o Sindicato da Construção Civil o alto valor dos condomínios espanta os clientes.




condomínioMuita pesquisa e organização financeira fazem parte da rotina de quem procura um imóvel para comprar ou alugar e muita gente esbarra em um detalhe: o valor do condomínio, que pesa no bolso e impede muita gente de fechar negócio. Segundo o diretor executivo do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon – JP), João Henrique Almeida Neto, as construtoras e empresas que administram condomínios estão atentas a essa realidade e sabem que é preciso investir em iniciativas que barateiem o valor do condomínio para os moradores.

Mas, segundo as próprias administradores de condomínios, não é tão fácil assim reduzir os custos da taxa, já que a maior parte do dinheiro pago pelos condôminos vai para folha de pagamento das pessoas que trabalham no local. Além disso, serviços como limpeza e manutenção de áreas de lazer são ações necessárias e que não são fáceis de baratear.

Cláudia Sales é gerente de uma empresa que administra condomínios em João Pessoa e, segundo ela, o valor do condomínio varia muito de local para local e depende dos serviços oferecidos em cada lugar. Na empresa que ela trabalha, já há uma preocupação em relação ao valor da taxa cobrada dos moradores e a empresa busca sempre alternativas que barateiem os custos.

Entre os exemplos estão a implantação de portarias eletrônicas nos prédios menores, ao invés de colocar um porteiro e conscientização dos moradores sobre economia de água, energia e manutenção da limpeza dos espaços comuns afim de reduzir os gastos em materiais de limpeza. Ainda segundo Cláudia, ações que muita gente julga baratearem os custos do condomínio, como a contratação de empresas terceirizadas para a limpeza, acabam saindo até mais caro do que ter uma pessoa ou equipe no condomínio pra fazer o serviço.

Estudar necessidades é fundamental

O estudo das necessidades de cada condomínios é o ponto principal para que haja um consenso entre empresas e moradores. Wélia Araújo, gerente de uma administradora de condomínio em Campina Grande, afirma que fazer uma análise do que é essencial e o que pode ser cortado ou ter uma diminuição de ações é o ponto chave pra conseguir a tão sonhada redução de custos. A empresa que ela gerencia estuda cada local que administra para ver as necessidades individuais e otimizar os serviços.

A manutenção de geradores por exemplo, ao invés de acontecer mensalmente, acontece a cada dois meses. Segundo ela, esse adiamento da revisão não prejudica o bom funcionamento do equipamento e gera uma economia no valor final do condomínio. Limpezas de piscina também são avaliadas e, de acordo com a necessidades dos condomínios, são feitas de 15 em 15 dias ao invés de semanalmente.

Mesmo com toda preocupação das empresas em conseguir uma taxa de condomínio atrativa para os moradores, a redução de custos não é atingida muito fácil. A maioria das empresas trabalham na perspectiva de manter a taxa atual paga pelo moradores e impedir que ela aumente.

* Sob supervisão de Aline Oliveira


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