Economia e Negócios

Artesanato produzido pelas 'Cabritas de Boa Vista' representa PB em feira nacional

Cooperativa foi convidada porque faz parte da lista das 100 unidades produtivas mais competitivas do Brasil.




Peças produzidas em chita pelas Cabritas de Boa Vista (Foto: Catálogo Comercial do Top 100)

Peças produzidas em chita pelas Cabritas de Boa Vista (Foto: Catálogo Comercial do Top 100)

As peças produzidas com chita bordada por oito artesãs da cidade de Boa Vista, no Agreste, vão representar a Paraíba na edição 2018 da Feira Nacional de Artesanato, que acontece em dezembro em Belo Horizonte, Minas Gerais. A produção da Cooperativa Artesanal As Cabritas de Boa Vista foi convidada para o evento porque faz parte da lista das 100 unidades produtivas mais competitivas do Brasil.

O sucesso é tanto que elas nem vão poder levar uma representante junto com as peças produzidas para o evento porque elas estão, em paralelo, se preparando para o Salão do Artesanato Paraibano.

A edição de verão do evento começa no dia 18 de dezembro, em João Pessoa, nove dias depois do encerramento do evento em Minas Gerais. “Se a gente for, vai reduzir a produção e não consegue estar preparada para o Salão em João Pessoa”, explica a diretora de design da cooperativa, Maria da Conceição Emiliano. Segundo ela, o Salão exige um bom estoque porque as vendas são sempre boas.

Chita bordada e tingida

Produção das Cabritas de Boa Vista usa chita como matéria prima (Foto: Produção das Cabritas de Boa Vista usa chita como matéria prima (Foto: Catálogo Comercial do Top 100)

Produção das Cabritas de Boa Vista (Foto: Catálogo Comercial do Top 100)

As Cabritas produzem suas peças utilizando a chita tingida, bordada, recortadas e montada em diversos formatos, como passadeiras, bolsas, jogos americanos e capas para almofadas. Os modelos foram nascendo de uma mistura de dois aspectos: as demandas dos clientes e as ideias de profissionais de design com quem o grupo foi tendo a oportunidade de conhecer.

Na opinião de Conceição, a técnica usada, no entanto, é o que faz o diferencial, que sobreviveu a um momento de desânimo. “De início a gente fazia, mas a cabeça já estava muito pequena”, lembra. Um dos encontros de destaque foi com o curador de artesanato Lucas Lancer, que também é lojista, e se encantou com as peças das Cabritas. “Ele se tornou nosso cliente e foi o primeiro a sugerir a produção de sousplats, uma peça que a gente nem sabia o que era.

O grupo é formado por 13 mulheres, sendo que oito delas são artesãs e as demais atuam no suporte à produção, vendas e logística do escoamento da produção.

Paraibanas entre as 100 melhores

Além das Cabritas, outros quatro grupos de artesãos paraibanos estão entre as 100 unidades produtivas de artesanato mais competitivas do Brasil, de acordo com o Top 100 de Artesanato. O ranking é uma premiação promovida pelo Sebrae e que tem ajudado a dar visibilidade aos artesãos, especialmente aos que estão vencendo os desafios da gestão.

A lista inclui a Terra do Sol, de Gurinhém, as Sereias da Penha, de João Pessoa, e as artesãs Beth Paz, também da capital, e Valci Oliveira, de Campina Grande. Todas elas foram premiadas na última edição do Top 100, que aconteceu em 2016.

Entre os critérios analisados no prêmio estão a política de inovação, a qualidade dos produtos, a identidade e compromisso cultural, a embalagem, as condições de trabalho dos artesãos, a sustentabilidade ambiental, a organização da produção, a adequação econômica dos produtos, as práticas comerciais, a responsabilidade social e o planejamento e gestão do negócio. Os ganhadores têm o direito de usar o selo ‘Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato’.

A produção da Terra do Sol utiliza fios de algodão em tear manual, fabricando redes, colchas de cama, almofadas, jogos americanos e mantas para sofá. Além da tecelagem, outras técnicas se unem nas peças, como crochê, bordado, macramê e tricô. Já as Sereias da Penha produzem biojoias a partir de escama de peixe e fios de cobre e de aço.

A artesã Beth Paz cria acessórios de moda usando couro e fios modelados com técnicas de tecelagem. E Valci Oliveira trabalha a argila e pigmentos naturais em esculturas de animais batizadas de ‘franciscanas’.

Feira Nacional de Artesanato (Foto: acervo do Feira Nacional de Artesanato)

Feira Nacional de Artesanato (Foto: acervo do Feira Nacional de Artesanato)


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