Economia e Negócios

Apesar da crise, consumo deverá atingir R$ 26,7 bilhões na PB

Mesmo diante da crise econômica, o potencial de consumo dos paraibanos vai crescer 21,8% este ano em relação ao 2008, e alcançar R$ 24,7 bilhões nas 223 cidades do Estado.




Jean Gregório
Do Jornal da Paraíba

Mesmo diante da crise econômica, o potencial de consumo dos paraibanos vai crescer 21,8% este ano, quando comparado a 2008, e alcançar R$ 24,7 bilhões nas 223 cidades do Estado. Outros R$ 2,048 bi virão do consumo da Zona Rural, o que perfaz um total de R$ 26,7 bilhões previstos para 2009 em mais de um milhão de domicílios. As projeções são da empresa de pesquisa de mercado Target, que divulga anualmente o Índice de Potencial de Consumo (IPC) dos municípios brasileiros.

Com os números deste ano, o Estado manteve o quinto lugar na Região Nordeste e 16º nacional. Em 2009, o consumo dos brasileiros chegará a R$ 1,8 trilhão, em termos reais. Os cálculos do IPC-Target indicam que as despesas das famílias crescerão mais que o PIB (1,6% ante os 1,2% previstos para o PIB, no período entre 2008/2009). Segundo o IPC Target, de cada R$ 100 gastos no país, R$ 1,43 será dos paraibanos contra R$ 1,29 do ano passado. Os Estados da Bahia, Pernambuco e Ceará lideram o consumo do Nordeste enquanto São Paulo, Rio de Janeiro lideram o ranking nacional.

De acordo com o estudo, as despesas das famílias paraibanas urbanas devem concentrar maior parte de seus rendimentos – R$ 6,094 bilhões – à manutenção do lar com quase um quarto (24,64%) do total do consumo contra mais de cinco bilhões do ano passado e alta de 21,51%. A Alimentação no Domicílio é o segundo item de maior concentração de consumo (R$ 4,5 bilhões). Em 2008, o volume de gastos ficou em R$ 3,7 bilhões, o que equivale a um aumento de 21%. Caso inclua a categoria Alimentação Fora do Domicílio (R$ 909 milhões), o montante ultrapassará os R$ 5,4 bilhões este ano.

O estudo, que leva em consideração 20 categorias de consumo, é dividido em oito classes sociais por potencial de consumo (A1, A2, B1, B2, C1, C2, D e E), concentra ainda mais de R$ 5 bilhões em categorias não discriminadas pelo estudo.

Para o diretor e coordenador da pesquisa da Target Marketing, Marcos Pazzini, o potencial de consumo de 2009 “traduz a importância da classe C (C1 e C2), que mesmo segmentada volta a se evidenciar em potencialidade de consumo, requerendo maior atenção dos setores produtivos e de serviços para as necessidades desses consumidores”.

Na Paraíba, a Classe C, com mais de 432 mil domicílios (55,5% do total), vai concentrar mais de 40,16% de todo o consumo no Estado este ano com R$ 9,9 bilhões, alta de 15,1% em relação ao ano passado (R$ 7,5 bilhões). Ela será seguida pela classe B (B1 e B2) com R$ 7,9 bilhões e concentrará 32% dos 24,7 bilhões do consumo urbano paraibano em 129,3 mil domicílios (16,6% dos domicílios). Já a Classe de alto poder de consumo (A) ficará em terceiro lugar com R$ 4,3 bilhões, mas consumindo apenas em 19,5 mil lares (2,5% do total).

Segundo Pazzini, a pesquisa é utilizada por várias empresas nos mais diversos segmentos do país. Ela serve normalmente para orientar empresas para abrir escritórios de negócios, filiais, fábricas, loja de departamento e mais atenção nas publicidades de consumo. “As empresas que estão expandindo seus negócios no Nordeste vão olhar com mais atenção os números dessa pesquisa”, frisou o coordenador.

DESTAQUE

Entre os destaques do IPC Target 2009 foi o crescimento de 27% no potencial de consumo de João Pessoa e chegará a R$ 8,9 bilhões contra pouco mais de R$ 7 bilhões do ano passado. Com a alta, a capital paraibana ganhou oito posições, caindo de 32ª para 24ª nacional e, diferente do Estado e do país que tem na Classe C o maior poder de consumo, a Classe B (B1 e B2) se destaca ao concentrar R$ 3,1 bilhões (34% do total) contra R$ 2,3 bilhões da Classe C. O IPC de João Pessoa em 2009 é R$ 0,47 contra 0,40 de 2008.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de João Pessoa (CDL-JP), Jurandir Guedes, o “crescimento era esperado. Com estabilidade econômica e pouco dependente de mercados externos, João Pessoa é uma das poucas capitais do país este ano que vem sofrendo menos os efeitos da crise econômica.


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