Cultura

Kevin Ndjana, vocalista de banda paraibana conta experiência do The Voice Brasil

Segundo Kevin Ndjana, a música começou de maneira despretensiosa na vida dele.




Kevin Ndjana, vocalista da banda paraibana Classic Band (Foto: Alysson Souza)

O que começou como uma brincadeira levou Kevin Ndjana a entrar no time dos participantes da sétima temporada do The Voice Brasil na terça-feira (17). O jovem de pais camaroneses nasceu em Brasília, mas adotou João Pessoa para viver. Em entrevista ao JORNAL DA PARAÍBA, Kevin contou que nunca teve aula de música. “Foi tudo por acaso”, contou.

A música sempre esteve ligada à Kevin. Antes de uma forma despretensiosa. “Eu participava do coral da igreja que eu era membro em Brasília e quando vim para João Pessoa queria manter desta forma”. Na capital paraibana, ele participou por volta de 1 ano do Coral Grazzi de Sá, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). “Depois desse 1 ano e meio só cantando no coral foi quando eu conheci meu amigo Berg e ele me apresentou a Classic Band e disse que eu tinha o perfil da banda porque eu já cantava em inglês na época”.

Apesar de estar em uma banda profissional pela primeira vez, demorou um pouco para Kevin levar a sério. “No começo eu não cantava em todos os shows”. Depois do receber retorno positivo do público e aumentar a quantidade de shows por semana foi que Kevin passou a ver a música com outros olhos. “Quando a gente chegou a fazer 30 shows em 1 mês a gente [a banda] percebeu que tinha potencial”.

Segundo ele, mesmo de maneira indireta, a mãe foi responsável por apresentar a ele o caminho da música. “Minha mãe me colocou para ouvir Michael Jackson quando eu tinha 10 anos”, relembrando de quando ele era bastante influenciado pelo gosto musical da mãe.

Kevin Ndjana, vocalista da banda paraibana Classic Band (Foto: Alysson Souza)

Virada das cadeiras

“Eu tive leves infartos”, contou Kevin sobre a experiência de ter participado do The Voice. Ele, que só queria que uma cadeira virasse, ficou bastante emocionado quando foi aceito pelos técnicos do programa. “Quando uma cadeira virava eu prendia a respiração. Em alguns momentos da minha audição dá para perceber que eu paro de respirar por conta da emoção”.

Kevin conseguiu que todos os técnicos virassem para ele, mas optou por ficar com Ivete Sangalo. “Foi uma coisa emocionante! O coração palpitando, batendo forte. Eu não imaginava que iriam virar os quatro. Minha mãe falou, mas eu não acreditei”, disse Kevin após deixar o palco.

Outras tentativas

Esta não foi a primeira vez que Kevin tentou participar do The Voice Brasil. Ele tentou a primeira vez em 2016. “Eu mandei o vídeo, mas quando eu mandei eu sabia que não ia passar”, explicou dizendo que na época tava muito no começo da carreira e tinha pouca noção de palco.

Então a banda pensou em participar do SuperStar, programa da Globo que revela talentos como o The Voice, mas que não está mais na programação. “De última hora a gente pensou em tentar participar do The Voice, já pensando que, se não desse certo, poderíamos tentar de novo no próximo ano”.

Um dos integrantes da banda enviou o vídeo já no final das inscrições. “A gente nem participou da seletiva em Fortaleza, fomos direto para a seletiva do Rio de Janeiro e aí chamaram a gente”, contou.

Chegada à João Pessoa

“Eu vim passar em João Pessoa por acaso”, explicou. Kevin Ndjana fez a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para deixar a mãe, que queria a independência do filho, satisfeita. Apesar de não ter feito a prova com seriedade, Kevin passou para estudar Arquivologia na UFPB. “Mesmo sem conhecer ninguém eu decidi vir com a cara e a coragem para João Pessoa”, contou lembrando que mora há 3 anos e tem um carinho especial pela cidade.


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.