Cultura

Setembro Amarelo: conheça 8 filmes que ajudam a entender a depressão

Filmes de diferentes gêneros consegue explanar o tema para públicos diferenciados.




Lily Collins e Keanu Reeves contracenam em ‘O Mínimo Para Viver’

O mês de setembro foi escolhido para trabalhar a prevenção do suicídio. A campanha intitulada Setembro Amarelo, desenvolvida pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CRM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Para ajudar a esclarecer alguns nuances da doença, o JORNAL DA PARAÍBA listou 8 filmes que tratam o tema. Eles não são necessariamente depressivos e alguns deles mostram até uma visão cômica sobre suicídio e auto mutilação.

Pequena Miss Sunshine (2006)

O filme é focado em uma família que se desdobra para realizar o sonho da peqena Olive (Abigail Breslin) de participar de um concurso de beleza. Além dela, compõe esta família problemática Sheryl (Toni Colette), uma mãe sobrecarregada; Richard (Greg Kinnear), seu arrogante e palestrante motivacional marido; Edwin (Alan Arkin) seu estranho e viciado em drogas pai; e seus dois filhos – o infeliz Dwayne (Paul Dano) de 15 anos de idade, que fez um voto de silêncio até que consiga entrar na Academia da Força Aérea dos EUA e Olive. As coisas se tornam mais agitadas quando o irmão de Sheryl, Frank (Steve Carell) vai morar com eles depois de tentar se matar. Ele precisa de supervisão constante.

As únicas pessoas realmente “felizes” na família são Edwin e Olive, que compartilham um vínculo profundo, especialmente desde que ele começou a ajudá-la a ensaiar seu número de dança. A tensão entre todos torna-se pior quando Olive qualifica-se para o concurso de beleza “Little Miss Sunshine” e, de repente, eles têm de viajar do Novo México para a Califórnia em dois dias em uma combe amarela quebrada.

O personagem de Frank é quem introduz termos como “depressão” e “suicídio” ao vocabulário da jovem Olive, que começa a se preocupar com problemas como a depressão. Frank conversa, principalmente, com Dwayne, que também é deprimido e só se comunica escrevendo em um papel. A pressão para ganhar (ou perder) divide os personagens, e todos acabam se tornando “perdedores” de uma forma ou de outra, mas devem trabalhar em seus problemas juntos como uma família.

Foi Apenas um Sonho (2008)

O filme é focado na relação de Frank Wheeler (Leonardo DiCaprio) e April (Kate Winslet), desde o momento em que se conheceram até o seu fim trágico. Casando quando ainda tinham sonhos e esperanças, eles escolhem a segurança (como a maioria) em vez de seguir seus sonhos improváveis e vão morar na 115, Revolutionary Road, em Connecticut quando a April fica grávida.

Sua agressividade em seu próprio fracasso em alcançar seus objetivos transborda e os torna irritados e hostis um com o outro. Cansados de suas vidas repetitivas, vazias e sem esperanças, April sonha em se mudar para Paris, para que eles possam começar uma nova vida onde não serão tão deprimidos e apáticos. Mas assim que eles começam o planejamento, as circunstâncias mudam e eles permanecem presos em suas vidas insatisfatórias e devastadoramente miseráveis, juntos no subúrbio.

Melancolia (2011)

Dirigido pelo polêmico dinarmaquês Lars von Trier. O roteiro fantasioso foi inspirado na própria depressão do diretor e na sua observação de que as pessoas deprimidas. A obra conta a história de duas irmãs que têm um relacionamento conflituoso. A dinâmica entre elas é colocada à prova, quando um novo planeta chamado “Melancolia” se aproxima da Terra, ameaçando a existência de todos os seus habitantes. Uma das irmãs aceita o fato e o encara de maneira serena, enquanto a outra se desespera frente à catástrofe iminente.

Abusando de cenas em slow-motion e uma fotografia fantasiosa, o filme distorce a realidade da mesma forma em que a doença faz, e seu ritmo monótono simula a sensação que a depressão causa em suas vítimas.

Se Enlouquecer, Não Se Apaixone (2010)

Com muito humor negro, a comédia foca na depressão de Craig Gilner (Keir Gilchrist). Ele decide se internar em um hospital depois de quase pular da ponte do Brooklyn. Mesmo com o tom de humor, o filme não dramatiza nem racionaliza a depressão de Craig. Por isso, ele se torna um personagem bastante real.

Craig está sob pressão, sentindo que, se falhar em algum momento, criará um efeito dominó que inevitavelmente destruirá o seu futuro e isso o deixa ainda mais deprimido – assim como diversas pessoas. Trazendo para a realidade de qualquer brasileiro, é fácil compreender que depressão não tem esteriótipo.

As vantagens de ser invisível (2012)

O longa é uma adaptação da obra literária de 1999 escrita por Stephen Chbosky. Ele conta a história de Charlie, um adolescente introvertido que luta com sentimentos depressivos ao adentrar em um novo colégio, durante o ensino médio. O jovem tem o talento para escrita e é reconhecido por sua professora de Literatura. Porém, sua condição psicológica fragilizada não permite que ele reconheça o melhor de si.

O roteiro, mesmo que de maneira simples, consegue mostrar a importância de ser acolhido nos momentos de tristeza. Com o desenrolar da história, também entendemos o sentimento de pertencimento quando estamos enfrentando fases obscuras em nossas vidas.

Ela (2014)

Em um futuro próximo na cidade de Los Angeles, Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) é um homem complexo, emotivo e depressivo que trabalha escrevendo cartas pessoais e tocantes para outras pessoas. Com o coração partido após o final de um relacionamento, ele acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador chamada Samantha (Scarlett Johansson). Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela personalidade deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.

Divertida Mente (2015)

Esta produção da Pixar traz o funcionamento da cabeça das pessoas e, apesar de ser para crianças, o filme apresenta mensagens importantes para adultos. A trama traz a história de Riley, uma garotinha de 11 anos que enfrenta mudanças importantes em sua rotina.

Na cabeça de Riley, as emoções são divididas nos personagens Alegria, Tristeza, Nojinho, Raiva e Medo que se dividem para tomar as decisões da menina. Por não entender a necessidade da Tristeza, a Alegria trabalha para evitar os momentos tristes na vida Ridley. Com isso, o filme mostra como a alegria e a tristeza são igualmente importantes para que existe equilíbrio em nossa existência.

O Mínimo Para Viver (2017)

A trama se foca na falta de perspectivas de Ellen (Lily Collins) em depressão por conta de um distúrbio alimentar sério, a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, ela passa os dias sem esperança até que encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição.

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A produção foi bastante criticada por romantizar a doença, da qual a protagonista, em várias cenas, se mostra bastante orgulhosa por saber a quantidade de calorias de vários alimentos – desde vagens, até a quantidade de calorias contidos em 1l de soro. De fato, o filme não é tão profundo na hora de mostrar como Ellen chegou a ficar neste estado, mas não tem como explicar. As doenças psicológicas são extreamente pessoais até na hora de seu desenvolvimento.

Porém, ao contrário do que a polêmica mostra, o filme consegue trazer, de maneira sutil, o resultado de quem entra no desafio da inanição. Ao final, Ellen entende os reais males que a anorexia causa em seu corpo em uma epifania causada por um desmaio. O fato do filme não ter um final bem definido também é uma conquista do diretor. Dessa forma ele consegue mostrar que cada pessoa tem uma escolha e pode ter um bom futuro, mas nada está previamente definido.


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