Cultura

Roberta Miranda faz show com Elymar Santos e Diego Santana em CG

Roberta, que na verdade se chama Maria, se considera ‘uma cidadã paulistana nascida em João Pessoa’.




Roberta Miranda

A cantora Roberta Miranda volta à sua terra natal, a Paraíba para um show em Campina Grande neste sábado (22). A apresentação deste sábado acontece no Clube Campestre, a partir das 21h. Além de Roberta Miranda, também se apresentam no mesmo evento os cantores Elymar Santos e Diego Santana. Os ingressos estão sendo vendidos nas lojas Palheta, de Campina Grande, e custam a partir de R$ 72 (individual). As mesas para quatro pessoas custam R$ 502 e os ingressos podem ser parcelados em até três vezes.

Roberta, que na verdade se chama Maria, se considera “uma cidadã paulistana nascida em João Pessoa”. NAsci, na Paraíba, meus pais tinham três filhos homens e queriam uma menina. Ela é a caçula de quatro filhos e nasceu quando o irmão mais novo já tinha 17 anos, fruto da teimosia dos pais em tentarem uma menina depois de três garotos. “Quando completei oito anos, a família veio tentar a sorte em São Paulo. Meus irmãos se tornaram professores. Eu, concluído o curso colegial, pegava o violão e matava as aulas do cursinho”, lembra.

Mas o caminho até se tornar a Roberta Miranda que cravou o nome na música sertaneja, teve como obstáculo a resistências dos pais. “Queria ser cantora. Apanhei. Fui quase interna, pois eles sonhavam que a única filha fosse professora”, conta, lembrando que naquele tempo violão, música e vida noturna não era um ideal de uma família como a dela.  A história começou a mudar quando se tornou vizinha de Hermeto Paschoal, na cidade de São Miguel Paulista. Ela fugia para a casa do músico, sempre era ‘resgatada’ pela mãe, mas sempre ‘defendida’ por Hermeto.

Foram necessários 14 anos cantando em bares e casas noturnas até se tornar Roberta Miranda e conseguir um contrato. Abriu shows de gente como Fafá de Belém e Rosemary. “Eu queria cantar e compor loucamente e, se possível, ser ouvida e entendida”, lembra, contando também que chegou a ser ‘seduzida’ por um empresário que queria investir nas suas canções, mas sem citar seu nome – e ela disse não.

Depois de um pequeno hiato de 3 anos sem cantar, mas com 400 composições, ela teve a chance de apresentar ‘Majestada, o Sabiá’ a uma gravadora, que resolveu gravar na voz de Jair Rodrigues, vendendo quase um milhão de discos. A compositora estourou. Depois disso, ela conseguiu gravar um disco, lançou ‘São tantas coisas’, passou oito meses rodando pelo Brasil fazendo shows e um dia viu um caminhão lotado com 100 mil discos seus. “Fiquei parada, levitando, sentindo o chão fugir”, conta.

Roberta Miranda, Elymar Santos e Diego Santana

  • Local: Clube Campestre
  • Data: 22 de dezembro de 2018
  • Entradas: a partir de R$ 72


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