Cultura

Orquestra Sinfônica de São Paulo faz concerto nas areias de Tambaú

Maestro John Neschling comanda os músicos em uma nova turnê por 12 capitais brasileiras. Orquestra se apresenta nesta sexta, às 20h, na praia de Tambaú, em João Pessoa.




Renato Félix, do Jornal da Paraíba

Quando a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo esteve em João Pessoa pela última vez, em 2004, já fazia 20 anos da apresentação anterior. Nesta sexta-feira (7) , a Osesp está de volta, felizmente apenas três anos depois. O maestro John Neschling comanda os músicos em uma nova turnê por 12 capitais brasileiras – aqui, o concerto será na Praia de Tambaú, hoje, às 20h, com entrada franca.

São 120 pessoas viajando – das quais 105 são os músicos da Osesp (em 2004, vieram cerca de 90 dos 107 efetivos). “Estas são as pessoas diretamente viajando, mas há mais pessoas envolvidas com essa turnê”, conta Neschling, por telefone, de Aracaju. A Osesp está revezando dois repertórios para as apresentações em teatros. “E um bastante vasto para as praças”, completa o maestro. “Aí, o concerto tem que ser uma coisa mais alegre”.

Neste, inclui-se o da apresentação de hoje, na praia. “A orquestra tem muita experiência em tocar ao ar livre. Não há diferença entre praça e praia. Se ventar, é só tomar cuidado para as partituras não voarem”, brinca Neschling.

O concerto desta noite terá uma feliz coincidência: a escalação do “Bolero”, de Maurice Ravel, velha conhecida dos pessoenses pela tradição de sua execução a cada pôr-do-sol na Praia do Jacaré, em Cabedelo. Neschling não tinha essa informação e brincou: “Se vocês estiverem cansados dele, a gente pode tocar outra coisa”. O programa inclui também obras de Mikhail Glinka (“Russlan e Ludmila: abertura”), Tchaikovsky (“Capricho italiano, op. 45), Giuseppe Verdi (“A força do destino: abertura”), Leonard Bernstein (“Candide: abertura”), Oscar Lorenzo Fernandez (“Reisado do pastoreio: batuque”), Claudio Santoro (“Frevo”), Johann Strauss Jr. (“O morcego, op. 362: abertura”) e Max Bruch (“Concerto nº 1 para violino em sol menor, op. 26: 3º movimento”).

Neschling está à frente da Osesp desde 1997. Hoje, a orquestra é a mais importante do Brasil e cresceu através de uma série de ações, como a incorporação do antigo Coro Sinfônico do Estado de São Paulo, que virou o Coro Sinfônico da Osesp. Mas, para o maestro, o mais importante foi a criação da Fundação Osesp, que este mês completa três anos de atividade, administrando a Sinfônica do Estado de São Paulo.

Em 2006, a Osesp fez uma turnê pelos Estados Unidos e ano passado foi a vez da América Latina e Europa. A turnê atual pelo Brasil começou no dia 1º, com a Orquestra de Câmara da Osesp apresentando um concerto na Catedral Basílica, na região do Pelourinho, em Salvador.

Depois, apresentações em Aracaju e Recife. É um modo de popularizar a música clássica? Neschling acha que essa obrigação é das escolas e não das orquestras. “Mas a gente vai contribuindo, inclusive com os concertos ao ar livre”.
 


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