Cultura


Apresentador de TV cita pedra de Ingá entre maiores mistérios do Brasil

 Além das itacoatiaras, ele citou um círculo de rochas numa montanha do Amazonas, que lembra em muito o que vemos em Stonehenge.




Roberto Guedes
Roberto Guedes

O que teria a ver a Pedra de Ingá, na Paraíba, com a teoria dos antigos astronautas? Para Giorgio Tsoukalos, tudo. Celebridade entre os ufólogos, o apresentador do programa "Alienígenas do Passado", do History Channel, esteve no Brasil nesta semana. Em entrevista ao Uol, ele citou dois monumentos do país como os mais misteriosos e que comprovariam a presença dos ETs por aqui. Além das itacoatiaras, ele citou um círculo de rochas numa montanha do Amazonas, que lembra em muito o que vemos em Stonehenge.

 

Tsoukalos está no Brasil para promover a décima temporada do programa "Alienígenas do Passado", que tem a estreia da 10ª temporada prevista para o dia 30 de agosto. Os episódios trabalham a ideia de que seres extraterrestres tiveram contato com civilizações do planeta Terra há milhares de anos. A Paraíba, neste contexto, segundo ele, esteve entre as localidades visitadas pelos ETs de galáxias distantes.

 

"No norte da Paraíba também temos a Pedra de Ingá, onde estão grafados diversos símbolos que até hoje os arqueólogos não fazem ideia do que significam ou até mesmo que cultura nativa os registrou. Se você olhar para essa rocha, algumas dessas marcações parecem com cabeças de aliens", continuou o estudioso ao Uol. As itacoatiaras de Ingá costumam ser um importante ponto de visitação dos interessados em ufologia no país.

 

A nova temporada de “Alienígenas do Passado”, segundo os organizadores do programa, vai mostrar o resultado de pesquisas incessantes de Giorgio e Erich von Daniken. Este último, evidentemente, inspira em muito a série. Ele é o autor do clássico Eram os Deuses Astronautas, livro que serve de referência para a maioria dos ufólogos do planeta. O seu inconfundível modo interrogativo de escrever é reproduzido pelo programa.

 

Pedra de Ingá

 

A formação rochosa existente em Ingá, sobre a qual se estendem as escrituras, tem área de cerca de 250 m². No seu conjunto principal, um paredão vertical de 50 metros de comprimento por 3 metros de altura, e nas áreas adjacentes, há inúmeras inscrições cujos significados ainda são desconhecidos. Neste conjunto estão entalhadas figuras diversas, que sugerem a representação de animais, frutas, humanos e constelações como a de Órion.

 

O sítio arqueológico fica a 109 km de João Pessoa e 38 km de Campina Grande. O acesso ao município dá-se pela BR-230, onde há uma entrada para a PB 90, na qual após percorrer 4,5 quilômetros chega-se ao núcleo urbano da cidade. Atravessando a avenida principal da cidade, percorrem-se mais 5 km por estrada asfaltada até se chegar ao Sítio Arqueológico da Pedra do Ingá.

 

Os arqueólogos alegam que as escrituras foram feitas pelos nativos que habitam a região. Até hoje, porém, ninguém conseguiu traduzir de forma convincente os escritos.