Cultura


Paraibano Walter Carvalho se torna membro da Academia do Oscar

Cineasta vai atuar na organização da principal premiação do cinema. 




O cineasta paraibano Walter Carvalho foi um dos 774 novos membros escolhidos pela Academia de de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, de Hollywood, em Los Angeles. A Academia é responsável pela organização da premiação do Oscar. Os nomes, de 57 países diferentes, foram anunciados nesta quarta-feira (28). A premiação do Oscar 2018 será entregue no dia 4 de março.

Dentre os brasileiros, também estão na lista o ator  Rodrigo Santoro ("300"), os cineastas Kleber Mendonça Filho ("Aquarius"), Cacá Diegues ("Deus é brasileiro"),  Karim Aïnouz ("Madame Satã") e Nelson Pereira dos Santos ("Vidas secas"), além dos diretores de fotografia Affonso Beato ("A rainha") e Heloísa Passos ("Lixo extraordinário"), o roteirista Mauricio Zacharias ("O amor é estranho").

Diversidade

O número de convidados desse ano bateu recorde, superando os 683 do ano passado. Do total, 39% são mulheres e 30% são negros. Nas últimas edições, a Academia foi alvo de críticas pela falta de diversidade racial e de gênero entre os indicados ao Oscar e anunciou medidas para levar mais pluralidade ao grupo de membros votantes.

"Depende de nós garantir que as novas caras e vozes sejam vistas e ouvidas, de dar uma oportunidade às novas gerações, assim como alguém apostou em nós no passado", disse a presidente da entidade, Cheryl Boone Isaacs.

Segundo a instituição, entre 2015 e 2017, houve um aumento de 359% no número de mulheres convidadas a fazer parte da instituição, e também um crescimento de 33% entre artistas negros convidados.

Walter Carvalho 

Natural de João Pessoa, Walter Carvalho é considerado um dos principais fotógrafos do cinema brasileiro contemporâneo. O paraibano começou no cinema no começo dos anos 1970, uma geração após o Cinema Novo, fotografando filmes de seu irmão Vladimir Carvalho como os filmes Aruanda e dirigiu O país de São Saruê. Participou de mais de 30 filmes, entre ficção e documentário, seja como diretor e diretor de fotografia, entre outras funções. Muitos deles, paradigmáticos deste novo momento do cinema brasileiro, como Terra estrangeira (1995), Central do Brasil (1998), Notícias de uma guerra particular (1999), Lavoura arcaica (2001), Madade Satã (2001),Abril despedaçado (2001), Janela da alma (2001), Amarelo manga (2003), Carandiru (2003), Cazuza – O tempo não para (2003), Entreatos – Lula a 30 dias do poder (2004), Crime delicado (2005), Moacir arte bruta (2005), O céu de Suely(2006), Baixio das bestas (2007), Budapeste (2009), além do documentário Raul – O início, o fim e o meio (2012).