Cultura


Francisco José lança livro de memórias em João Pessoa

Jornalista conta quais coberturas mais marcaram suas passagens pela Paraíba.




O jornalista Francisco José, da Rede Globo, lança em João Pessoa neste sábado (8) o seu livro de memórias '40 anos anos no ar; a jornada de um repórter pelos cinco continentes'. O lançamento acontece na Livraria Leitura, no Manaíra Shopping.

O livro reúne as experiências de Francisco como repórter investigativo, as coberturas de eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas e suas aventuras desbravando ambientes como a savana africana. Mas também aborda as histórias da região natal do jornalista: o Nordeste. Cearense de 72 anos, Chico roda o mundo mas não esquece de suas origens.

"Desde o início da minha carreira eu tive a oportunidade de mostrar o Nordeste ao resto do Brasil de forma inédita", diz. "Tanto pelo lado negativo, duro - como a Grande Seca do final dos anos 1970 e início dos anos 1980 - como pelo lado positivo: a beleza das praias e a cultura de todos os Estados", afirma.

Na Paraíba, Chico lembra como ficou impressionado com o São João de Campina Grande. "Eu vim e mostrei para todo o Brasil aquela festa, como era uma festa diferente de tudo", relembra. O jornalista ainda elenca duas coberturas no Estado que marcaram sua carreira: o assassinato da sindicalista Margarida Maria Alves na cidade de Alagoa Grande em 1983 e a morte do escritor e político José Américo de Almeida, que ocorreu em João Pessoa em 1980.

'40 anos no ar'

Francisco José descreve o próprio livro como uma peça jornalística. “Não é uma obra literária”, afirma. “É o relato de um repórter do sertão que correu o mundo, colhendo imagens e depoimentos que, editados, somam mais de 2 mil reportagens, publicadas nos principais programas do nosso telejornalismo”, diz.

O cearense apresenta ao leitor detalhes e informações que não foram ao ar de suas principais reportagens e ainda fala de suas experiências comandando debates políticos para a Rede Globo Nordeste. São pérolas que, como todo trabalho de Francisco, não deveriam ficar escondidas dos olhos do público, como escreve a jornalista Sônia Bridi no prefácio do livro:

“Chico José nunca fugiu de uma matéria difícil. Mas incrivelmente fugia da missão de escrever este livro. Com tanto para compartilhar, pensava só em acumular novas experiências. Foi vencido, no cansaço, pela insistência dos amigos”, escreve a jornalista.