Cultura


Dia Mundial do Teatro e Nacional do Circo é comemorado com oficinas

São cinco cidades contempladas pela ação promovida pela Funesc. 




Divulgação/Secom-PB
Divulgação/Secom-PB
Oficinas acontecem em cidades do Sertão, Brejo e Litoral da Paraíba até esta sexta-feira (31)

O dia Mundial do Teatro e Nacional do Circo é comemorado nesta segunda-feira (27). Para celebrar a data, sete cidades paraibanas recebem oficinas gratuitas no período de 27 a 31 deste mês. Segundo a organização das oficinas, a ideia é valorizar a formação em artes cênicas, oferecendo a atores profissionais e amadores a oportunidade de compartilhar experiências e conhecimentos nessa área.

As cidades que vão receber os projetos são Cajazerias, Itaporanga e Curral Velho, no Sertão; Alagoinha, Alagoa Grande e Bananeiras, no Brejo, e Conde no Litoral paraibano. Na programação, promovida pela Fundação Espaço Cultural (Funesc), há oficinas de teatro e oficinas de circo.

Conforme a organização das oficinas, o ensino de artes cênicas tem como objetivo desenvolver a familiarização com as linguagens artísticas a fim de ampliar o universo cultural do aluno. 

Programação

Oficinas de Teatro

Cajazeiras – 27, 28, 29 e 30 de março

Oficina: Fundamentos Técnicos de Atuação na Perspectiva do Teatro Popular

Ministrante: Thardelly Lima.

Os jogos promovem oportunidade para que seja fomentada a formação de atores e atrizes no universo tão rico e interessante do Teatro Popular. Essa oficina visa criar um ambiente de troca e vivência através do treinamento técnico voltado à representação do teatral popular, bem como oferecer aos participantes conhecimentos históricos e teóricos. Durante o processo, o aluno contemplará conhecimentos relativos aos diversos fundamentos do trabalho do ator, seja em relação à voz, preparação corporal, dramaturgia, construção da personagem, improvisação, em suma, por meio da técnica de atuação do Teatro Popular, o aluno entrará em contato com os diversos fundamentos que regem a representação teatral.

O ator, Thardelly, possui licenciatura em Educação Artística (habilitação em artes cênicas) e especialista em Representação Teatral pela UFPB. Atualmente cursando Mestrado em Artes cênicas na UFRN. Integrou grupos de João Pessoa, como Graxa, Osfodidario e Piollin. Hoje atua no Ser Tão Teatro como ator no espetáculo Alegria de Náufragos e assistente de direção do espetáculo Flor de Macambira.

Curral Velho – 28, 29, 30 e 31de março

Oficina de Iniciação Teatral

Ministrante: Mirtthya Guimarães

Esta oficina tem o propósito de estimular atores para o fazer teatral, bem como experienciar jogos e dinâmicas corpóreo-vocais que estão fundamentados na Expressividade Caótica, proposta pela pesquisadora Mirtthya Guimarães e pelo diretor Humberto Lopes, que vem sendo desenvolvido pelo grupo de Teatro de Rua paraibano Quem Tem Boca é Pra Gritar, treinamento que tem por base a “Desordem Experimental”, fazendo com que o ator estabeleça seus “links” para a pré-ação do atuar.

Mirtthya Guimarães é graduada em Licenciatura Teatro pela UFPB, Mestra em Arte Cênicas pela UFRN. Estudante da especialização: Arte, Educação e Sociedade, pelo CINTEP. Educadora, atriz e pesquisadora de Teatro de Grupo e Teatro de Rua. Faz parte do Grupo de Teatro de Rua Quem tem Boca é Pra Gritar. É articuladora da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR). Professora de Arte da Educação Infantil em CREIs, da Rede Municipal de Ensino de João Pessoa.

Itaporanga – 28, 29, 30 e 31 de março

Oficina de Iniciação Teatral

Ministrante: Humberto Lopes

Diretor teatral, ator, professor de teatro da Funesc. Fundou o grupo Quem tem boca é pra gritar com pesquisa no teatro de rua.

Conde – 28, 29, 30 e 31 de março

Oficina de Palavra e Cena

Ministrante: Suzy Lopes

A oficina propõe vivenciar a experiência da palavra no corpo em busca de uma poética possível para atores e não atores com a intenção de detectar pontos guardados e possam ser transformados em performance. A ideia surgiu da vivência que a ministrante investiga desde abril de 2005, quando idealizou o Projeto Café em Verso e Prosa, na qual estuda a utilização de recursos teatrais na récita poética. Trabalhar a partir do imaginário de cada participante, em busca de uma expressão poética, plástica e sonora de cada participante, experimentando por meio dos jogos e situações a intervenção do corpo em cena com a palavra falada, pensada ou fotografa, interagindo para uma possível performance itinerante que irá participar ao final da oficina de um cortejo na cidade do Conde em que os ministrantes irão fazer récitas por diversos pontos da cidade.

A atriz, Suzy Lopez, atua ainda como performer, produtora e coordenadora de teatro da Funesc. Fez bacharelado em Teatro pela UFPB. Está concluindo mestrado em Literatura e Interculturalidade com pesquisa em dramaturgia pela UEPB. Desde 1995, trabalha com teatro, cinema e performance. Atualmente é integrante da Galharufas Companhia de Teatro e realiza um sarau mensalmente no Empório Café.

Oficinas de Circo

Alagoinha: 27 e 28 de março

Oficina: Jogo de Bufão

Ministrante: Nyka Barros e Sávio Farias

A oficina traz o estudo e treinamento corporal a partir da ideia de construção da “criatura” e a descoberta de possibilidades e criação de discurso, pelo viés do bufão marginal e de outros tipos bufonescos, que são objetos de estudos nas pesquisas de mestrado de Nyka Barros e Sávio Farias, que irão ministrar a oficina.

Na oficina serão discutidas as possíveis analogias entre o treinamento com os animais asquerosos e o universo da bufonaria, tendo em vista que os bufões são tidos como párias da sociedade, igualmente repudiados, assim como os animais em questão. A oficina investiga a construção da coletividade e criação em grupo, por meio da ideia de bando, pois só muito raramente os bufões estão sozinhos. O discurso desenvolvido a partir da ideia de bufão marginal, tendo como base o treinamento desenvolvido por Roberta Casa Nova da sua experiência na escola de Phillipe Gaulier. Os aspectos animalescos trabalhados na oficina, juntamente com a técnica de bufão, podem auxiliar como aporte teorico-prático na compreensão de uma atuação mais performativa, desenvolvendo a pesquisa corporal, o potencial crítico e a expressão de um discurso potente como possibilidade formativa para o artista contemporâneo.

Sávio Farias é artista da cena, pesquisador e produtor cultural. Mestrando em Artes Cênicas pelo PPGAC da UFBA. Bacharel e Licenciado em Teatro pela UFPB. Integrante-fundador do Grupo Bufões de Olavo, atuando nos espetáculos Clown Bar (2010), Oração do Santo Gozo (2012) e Wanderer – Reino de Cegos (2016). Tem experiência e interesse nas áreas de atuação cênica, formação do artista teatral, palhaço e bufão, produção teatral.

Nyka Barros é Mestre em Artes Cênicas pela UFRN. Graduada em Teatro pela UFPB. Professora de Teatro do Centro Cultural Piollin e artista dos grupos Bufões de Olavo, Galharufas Cia. de Teatro, Cia. Nós 2 e Cia. de Teatro Argonautas. Pesquisa e prática em bufão, palhaço, teatro para bebês, música experimental e performance.

Alagoa Grande: 27 e 28 de março

Oficina: Técnicas circenses

Ministrante: Daniel Nóbrega

O circo é uma expressão artística milenar presente na cultura popular, basta lembrar da cantiga que declama “Hoje tem espetáculo? – Tem sim, senhor! Hoje tem marmelada? – Tem sim, senhor! ”, a primeira, senão a única referência de espetáculo que temos é a do circo. Nesse contexto, a oficina visa proporcionar um contato direto com algumas das técnicas responsáveis por criar esse mundo de encantamento que é o circo. Dentre as técnicas aplicadas na oficina estão: acrobacias de solo, acrobacia aérea (trapézio) e malabares. Ao experienciar o fazer circense, o participante se lança em um risco, não um risco cotidiano que sofremos todos os dias com o aumento da violência ou de ser atropelado no meio da rua, mas um risco prazeroso onde superamos nossos medos e nos desafiamos a cada nova experiência.

O ator. Daniel Nóbrega, atua como palhaço, artista circense, animador e arte educador. Graduado em Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal da Paraíba e Mestre em Artes Cênicas pela mesma instituição. Atualmente realiza pesquisas acadêmicas com foco na arte circense, atividades artísticas na Cia do Clownssicos (João Pessoa – PB) e ministra formação circense em cursos e oficinas realizadas em escolas e centros culturais.

Bananeiras: 27 e 28 de março

Oficina: EU, meu SER palhaço

Ministrante: Marinalva Rodrigues

A oficina pretende despertar o “ser palhaço” que cada um tem dentro de si, observando e sentindo seu universo. Entendendo a grande força que este ser tem de influenciar, tocar, sensibilizar com humor, crítica, respeito, ingenuidade e amor através da sua arte da palhaçaria.

Assim, será oferecido aos participantes experimentar, vivenciar e estudar a arte da palhaçaria a partir de jogos de Improvisação, de situações e gag’s clássicas de palhaços. Estimulando a criatividade imaginativa e jogando com elementos como: disponibilidade, percepção, entrega e prontidão. Despertar nos participantes uma gama de possibilidade de seus corpos, registrando repertórios próprios, que até então possam estar adormecidos para o ridículo e para a disponibilidade para com o público.

Marinalva Rodrigues possui formação em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas pela UFPB, professora efetiva de Teatro do Município de João Pessoa, estudou técnicas circenses com o professor Djalma Buranhem no Circo Escola Pirilampo (2002) junto com o Grupo de Circo e Teatro Lua Crescente, do qual faz parte e é vice-presidente. Deu continuidade a seus estudos em circo com oficinas ministradas por Joice Aglae, Teófanes Silveira (Palhaço Biribinha), Eros Galvão, Ulisses Nogueira, Diocélio Barbosa, Robson Raderchpek, Payaco Chacovachi, Léo Bassi, Ricardo Pucetti… Atuou e atua como professora de circo nas colônias de férias da Afrafep (2012 a 2015), do Sesc Gravatá (2015), do Espaço Cultural (2016/2017), Escola The Kids Place (2017).