Cultura


Cineasta diz que Maroca o inspirou a se tornar documentarista

Roberto Berliner disse que ela é autora do título do filme sobre as Ceguinhas.




Junot Lacet Filho
Junot Lacet Filho
Maroca morreu no sábado após ter sofrido um AVC

Responsável pelo documentário que fez com que as 'Ceguinhas de Campina Grande' ganhassem reconhecimento nacional, o cineasta Roberto Berliner lamentou a morte de Maria das Neves Barbosa, a Maroca. “Foi das pessoas mais importantes da minha vida. Foi ela que me disse que 'a pessoa é para o que nasce'”, disse o diretor, no Facebook, fazendo referência ao título do filme lançado em 2005. Berliner ainda afirma que Maroca foi uma das inspirações para entrar no ramo de documentários.

Maroca morreu no sábado (25), quatro dias após ser internada no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande com sintomas de acidente vascular cerebral (AVC), decorrente da diabetes. O enterro dela aconteceu na tarde de domingo (26), no cemitério do Monte Santo, e foi acompanhado por famíliares e amigos .

Na mensagem publicada nas redes sociais, Berliner relembrou que a frase icônica que batizou o filme foi dita por Maroca apenas uma vez. “Com ela comecei a me tornar um documentarista. Era tanto assunto que passei sete anos atrás dela”, destacou o cineasta. “A pessoa é para o que nasce foi uma declaração de amor a essas pessoas maravilhosas, especialmente a ela, Maria”.

Durante o velório, as irmãs de Maroca, Poroca e Indaiá, adiantaram que o grupo vai continuar. “A gente nunca pensou que Maroca ia tão cedo desse jeito. A gente pensou que ela ia durar bem muito, mas Deus quis levar ela logo. Maroca era 'boazinha', mas aí teve diabetes, AVC e problemas nos rins”, disse Poroca.