Cultura


Circuito de cinema em João Pessoa aborda intolerância; confira horários

Exibições de filmes acontecem na UFPB; participação é aberta ao público e gratuita.




Reprodução
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Entre os filmes que serão exibidos durante circuito, está o documentário Meu Nome é Jacque

Começam nesta terça-feira (14) as sessões do Circuito Universitário de Cinema, que traz a intolerância como tema deste ano. As exibições acontecem na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) até esta quinta (16), sempre às 19h na Sala Aruanda, do Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA) e no Auditório 412 do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), em João Pessoa.

A participação é aberta ao público e gratuita. Após as sessões, serão realizados debates com acadêmicos e pesquisadores da instituição.

O circuito é um projeto do Instituto Cultura em Movimento, realizado pela produtora carioca MPC Filmes, com apoio da Petrobras. Nesta edição, ele acontece em outras instituições de ensino de treze estados. O projeto objetiva fomentar, no ambiente acadêmico, o diálogo e a reflexão sobre direitos humanos e questões de interesse histórico abordadas nas obras.

Confira a programação:

Dia 14 de março
Filme: Intolerância.doc
Direção: Susana Lira
Duração: 85 minutos
Sinopse: O filme é um documentário que mergulha em um aspecto da sociedade brasileira pouco abordado com profundidade: o crescimento dos crimes de ódio e o que está por trás dos discursos de intolerância. Em um país que sempre foi reconhecido internacionalmente pela mistura de raças, ecumenismo de credos e até uma certa liberdade sexual, ironicamente são cada vez mais noticiados crimes de racismo, homofobia e disputas sangrentas entre gangues, torcidas organizadas e até linchamentos.
Debatedores: Professores Roberto Rondon (CE) e Henrique de Meneses (CCSA)
Local: Sala Aruanda, no CCTA, às 19h

Dia 15 de março
Filme: Meu Nome é Jacque
Direção: Angela Zoé
Duração: 72 minutos
Sinopse: Jacqueline Rocha Côrtes é uma mulher transexual brasileira de 55 anos, que vive com AIDS há 21. Ativista de Direitos Humanos e militante a favor dos soropositivos, Jacque tem a vida marcada por lutas e conquistas, inclusive como representante do governo brasileiro na Organização das Nações Unidas. Hoje casada e mãe de dois filhos, mora numa pequena cidade, onde leva uma vida voltada para a maternidade e a família. Ao acompanhar o cotidiano de Jacque e revisitar sua trajetória, o filme aborda a diversidade e apresenta os inúmeros desafios que foram rompidos pela personagem, levantando uma reflexão sobre o preconceito, a homofobia e a identidade de gênero.
Debatedores: Professor Adriano de Léon (CCHLA) e professora Xaman Korai
Local: Auditório 412, do CCHLA, às 19h

Dia 16 de março
Filme: Menino 23
Direção: Belisario Franca
Duração: 80 minutos
Sinopse: O filme segue a investigação do historiador Sidney Aguilar sobre tijolos marcados com a suástica encontrados no interior de São Paulo. Durante os anos 30, nazistas brasileiros levaram cinquenta meninos negros de um orfanato no Rio de Janeiro para a fazenda onde os tijolos foram encontrados. Lá, eles foram escravizados pelos Rocha Miranda, família que fazia parte da elite brasileira relacionada com empresários alemães e que não escondia sua paixão pelo nazismo. Com a queda de Hitler, a família abortou o projeto e expulsou os meninos da fazenda, deixando os ao seu próprio destino. Sobreviventes compartilham pela primeira vez suas histórias.
Debatedor: Professor Fernando Trevas (CCTA)
Local: Sala Aruanda, às 19h