Cultura

Espaço Cultural expõe obras da artista e ilustradora Minna Miná

Mostra também inaugura o Espaço Expositivo Mezanino 2 Alice Vinagre.



Divulgação/Funesc
Divulgação/Funesc
"A Espera no Campo de Centeio" é dividida em três partes que simbolizam as fases do crescimento.

O projeto "Panapaná, Novembro das Artes Visuais", traz a exposição "A Espera no Campo de Centeio", nesta terça-feira (8). A mostra, da artista visual Minna Miná, será aberta às 19h e marca a inauguração do Espaço Expositivo Mezanino 2, que será batizado com o nome da artista Alice Vinagre no Espaço Cultural José Lins do Rego. A exposição ficará aberta ao público até o dia 16 de novembro.

À Espera no Campo de Centeio” é uma exposição de 17 trabalhos em técnica mista, passeando entre a aquarela, a acrílica e o nanquim, norteados pela espera da passagem do tempo juvenil que precede a vida adulta. Os trabalhos recriam um percurso lúdico do crescimento inevitável da adolescência como tentativa última de reter o tempo mítico que habita em todas as crianças.
 

As fases
 
A mostra é dividida em três partes que simbolizam as fases do crescimento. Os quadros da primeira fase retratam o período em que os jovens se dão conta de que já não são mais crianças, que é preciso crescer e deixar algumas coisas para trás. As dúvidas que permeiam essa transição; o medo, o sentimento de despreparação e solidão estão presentes na composição dos quadros.
 
Os personagens retratados nos quadros da segunda fase são jovens em um cenário urbano fragmentado e, às vezes, desolador e cruel. Eles parecem ter sidos arremessados no mundo adulto e solitário das grandes cidades e buscar respostas para a nova fase da vida, apesar do aparente sentimento de conformismo. A segunda série de quadros retrata a eventual inserção do jovem no mundo adulto, a necessidade do amadurecimento e a perda da inocência.
 
Na terceira e última parte da exposição, os personagens retratados estão cientes da necessidade de crescimento, de auto­conhecimento e da mortalidade das coisas. Eles se encontram imersos na natureza em um momento de reflexão e meditação. Eles parecem dizer, como que de forma a acalmar os jovens, que tudo isso passa; que é preciso paciência “com tudo aquilo que ainda não está completamente resolvido em seu coração” e ainda, como disse Rainer Maria Rilke, “de ter amor pelas próprias perguntas, como quartos fechados e como livros escritos em uma língua estrangeira. Não investigue agora as respostas que não lhe podem ser dadas, porque não poderia vivê-­las. É disto que se trata, de viver tudo. Viva agora as perguntas. Talvez passe, gradativamente, em um belo dia, sem perceber, a viver as respostas”.
 
Panapaná, Novembro das Artes Visuais
 
A Funesc, por meio da sua Coordenação de Artes Visuais, está realizando o projeto ‘Panapaná, Novembro das Artes Visuais’, até o dia 16, no Espaço Cultural José Lins do Rego, com uma programação que reúne diversas atividades. O objetivo é dialogar com os artistas locais e a comunidade, por meio de exposições, leitura de portfólio, palestra, vivência artística, mural em Grafitti e intervenções artísticas. A programação foi idealizada visando realizar atividades em consonância com o circuito nacional de artes.
 
Panapaná – Novembro das Artes Visuais – 2016
 
08/11
19h – Exposição “No Campo de Centeio” – Artista Visual Minna Miná -  Local: Espaço Expositivo Alice Vinagre
 
08 a 10/11
Mural em Grafitti – Grafitti JP – Lateral Estacionamento Espaço Cultural
 
10/11
19h – Exposição “Assim, assim vinagre…” – Artista Visual Alice Vinagre – Galeria de Arte Archidy Picado
 
14 e 15
9h30 - Vivência Artística – Artista Visual Carlos Melo – Local: Espaço Cultural José Lins do Rego, Auditório 3
9h30 - Vivência Artística – Artista Visual Carlos Melo – Local: Arapuca Arte Residência, Conde/PB
 
16/11
18h – Performance: Asselvajamento – Artista Visual Carlos Melo – Local: Espaço Cultural José Lins do Rego, Praça do Povo