Cultura

Músicos que não receberam cachê do São João de CG vão denunciar atraso em carta

Denúncia feita por Abdias do Acordeon é confirmada por outros artistas.



Divulgação/Facebook
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Edglei Miguel revela que não recebeu ainda cachês dos quatros shows no São João de Campina Grande

O cantor e compositor Edglei Miguel revelou que os músicos se apresentaram no São João de Campina Grande vão divulgar nos próximos dias uma carta aberta à população, denunciando que não receberam os seus cachês. Ele ratificou a denúncia do músico Abdias Alves, conhecido como Abdias do Acordeon, que os artistas da cidade não receberam pelas apresentações nos festejos juninos promovidos pela PMCG.

“Eu fiz quatro apresentações no São João, mas até agora não recebi os cachês. Para falar a verdade, eu não conheço nenhum artista de Campina Grande que recebeu. Estamos conversando e, se o pagamento não for efetuado, nós vamos chamar a imprensa e divulgar uma carta aberta à população”, explicou Edglei.

Ele revelou que o pai dele, o cantor e compositor Edmar Miguel, também não recebeu o cachê pelas apresentações no Maior São João do Mundo. Ele ainda citou que o cantor Tony Dumont também não recebeu pelo show. O Coroné Grilo, Josélio Camilo e Roberto Moraes também não receberam cachê pela apresentação na festa, entre outros artistas.

Atraso

O atraso foi confirmado pelo coordenador da festa, Temi Cabral, nesta quinta-feira (8). Conforme Temi Cabral, o atraso se deve às difíceis condições financeiras da prefeitura. "Existem outras preocupações, como limpeza urbana, folha de pagamento e outras coisas. Realmente existe esse atraso, mas estamos quitando aos poucos, fazendo um cronograma, e vamos sim cumprir os compromissos. Já era esperado isso e os artistas sabiam", disse.

O músico Abdias Alves, conhecido como Abdias do Arcodeon, fez um desabafo em uma rede social por causa do atraso. "Eles têm prometido pagar faz muito tempo. Priorizaram os artistas de fora e os da terra estão sem receber e precisando do dinheiro. Nada justifica esse atraso", explicou Abdias.

Já Temi Cabral nega que a administração tenha efetuado o pagamento apenas de músicos de fora. "Há também casos de artistas que não são campinenses e que não receberam. Temos pagado alguns e semana passada liberamos o dinheiro para aqueles que tinha contrato de até R$ 3 mil", afirmou. "Infelizmente, o custo do evento é muito alto. Não temos apoio dos governos estaduais e federais", ressaltou.

Conforme estimativas da prefeitura, apenas com os artistas, o investimento chegou a R$ 4 milhões na edição de 2016. "Ainda temos um grande custo com estrutura e outras coisas. Contamos apenas com patrocinados privados e recursos próprios", completou.