Cultura

Espetáculo teatral 'Frida y Diego' é apresentado em JP em agosto

Obra conta com os atores Leona Cavalli e José Rubens Chachá.



A vida íntima de dois artistas mexicanos e o legado que eles deixaram na história da arte são o fios condutores da peça “Frida y Diego” que estará em cartaz nos dias 6 e 7 de agosto, às 20h, no Teatro Paulo Pontes, em João Pessoa. Informações sobre valores e vendas de ingressos serão divulgadas em breve.

“Frida y Diego” retrata a complexa e intensa relação do casal, em uma história de paixão e cumplicidade. O espetáculo se passa entre o período de 1929 a 1953, no México, França e Estados Unidos, onde viveram e trabalharam a conturbada relação do casal, as mútuas infidelidades, personalidades fortes e as suas convicções artísticas e políticas.

Com “Frida y Diego”, Maria Adelaide quebra o jejum de uma década sem um texto inédito para o teatro. A trama mostra uma fase conturbada da vida de Frida, quando já bastante doente e com muitas dores, voltou a morar com Diego, em casas vizinhas ligadas por um corredor.

A dramaturga escreveu o texto do espetáculo sobre Frida Kahlo e Diego Rivera especialmente para o diretor Eduardo Figueiredo e o diretor de produção da peça, o ator Maurício Machado. “Eu sempre tive fascínio por Frida e Diego. Vi algumas exposições dela por esse mundo afora e quando fui ao México conheci pessoalmente a obra de Diego. Estive na Casa Azul duas vezes e visitei a casa deles em San Angel. Isso alguns meses antes do Eduardo e do Maurício me encomendarem a peça”, conta a autora.

Para a montagem, o diretor Eduardo Figueiredo focou na interpretação do elenco: “Esse espetáculo é dos atores, nós só vamos preparar a cama para eles se divertirem”. Ele optou por colocar música ao vivo na peça. No palco, dois músicos tocam acordeom e baixo.

O ator José Rubens Chachá, que completa 40 anos de carreira com esta montagem, observa: “Foi o melhor presente que poderia receber. Eu tenho um fascínio muito grande por personagens reais. Quando completei 30 anos de carreira, a Maria Adelaide me convidou para viver Oswald de Andrade no espetáculo “Tarsila”, também de sua autoria. Desta vez, o presente me surpreendeu ainda mais. Considero Oswald e Diego dois antropofágicos em suas artes tão diversas”.

Há nove anos sem participar de uma produção de teatro, a atriz Leona Cavalli comemora o retorno. “Frida foi sempre absolutamente avançada em sua arte e, na vida, ela teve a coragem de fazer da sua existência uma obra de arte com extrema inteligência, indo muito além da sua dor. É um privilégio trazer para a cena a humanidade dela. O texto da Maria Adelaide coloca a matéria prima da arte da Frida na dramaturgia, ou seja, a sua vida. Muitas coisas que estão escritas na peça foram ditas pela artista”, conta a atriz.