Cultura

Cresce público que acompanha Flip de graça pelo telão em Paraty

Plateia nas mesas da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) foi menor.



Tomaz Silva/Agência Brasil
Tomaz Silva/Agência Brasil
Grupo observa programação da Flip, na Praça da Matriz, em Paraty, no Rio de Janeiro

A plateia nas mesas principais da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) foi menor que no ano passado, mas o telão externo, próximo à tenda dos autores, teve uma estimativa de espectadores maior o suficiente para elevar o público do evento entre quarta-feira e ontem (2).

A organização da festa contabilizou em 23 mil as pessoas que acompanharam os debates, número maior que no ano passado, quando a Flip reuniu 21 mil pessoas nos mesmos dias. O público que comprou ingressos ou acessou com convites as mesas da tenda dos autores caiu de cerca de 13,2 mil em 2015 para para 12,2 mil em 2016.

Ao fazer um balanço do evento, o diretor da associação organizadora da Flip, a Casa Azul, Mauro Munhoz, disse que o ano foi "extremamente difícil para todos" e que conseguir realizar a Flip atendendo a expectativa do público. "Foi uma alegria muito grande", disse. Munhoz afirmou que flutuações de público são normais, mas disse que a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos impactou a Flip por forçar a mudança do início da festa para o fim junho.

"A gente perde público, e a gente sabia disso, por conta das universidades", disse o diretor. "Se fosse uma semana depois, aumentaria muito os custos da infraestrutura de evento e isso estava fora do nosso orçamento. Na verdade, o resultado de público é extremamente positivo", disse.

O curador da Flip, Paulo Werneck, lembrou que o telão foi criado em 2014 e, desde então, vem conquistando as pessoas. "O público está comprando a ideia do telão, de assistir lá. Tenho vários amigos que estavam lá. O telão virou um espaço ocupado pelo público".