Cultura

Documentário sobre a vida de Ariano Suassuna é exibido em Taperoá

Obra será exibida nesta quinta-feira em praça pública na cidade que fica no Cariri.



A trajetória do escritor e dramaturgo paraibano, Ariano Suassuna é revisitada no documentário 'Senhor do Castelo', que será exibido nesta quinta-feira (16) às 20h, em praça pública na cidade de Taperoá, no Cariri paraibano. É em homenagem ao escritor que neste dia faria 89 anos.

O documentário, que narra a carreira de Ariano Suassuna, tem a direção de Marcus Vilar e produção de Durval Leal Filho, servidores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A promoção é da UFPB, por intermédio da Coordenação de Extensão Cultural (Coex) da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários (Prac) e Núcleo de Documentação Cinematográfica (Nudoc). Conta ainda com a parceria da Prefeitura de Taperoá e Casa de Ariano Suassuna.

O filme de longa-metragem levou 15 anos para a sua finalização. As gravações tiveram início em 1992, na aula magna do reitorado do professor Neroaldo Pontes, em uma das aulas-espetáculo de Ariano Suassuna.

Com 72 minutos, Ariano narra a sua trajetória de vida e discorre sobre sua luta em defesa da língua portuguesa. “A figura lendária de Ariano, esse Dom Quixote Armorial, passeia no campo da emoção e da paixão, falando da sua herança de luta e resistência, desde a morte prematura do pai, na década de 30, sua infância lúdica e repleta de tradições ibéricas, das personagens engraçadas da cultura sertaneja e a criação do movimento Armorial na década de 70, fazendo aflorar momentos de lágrimas e risos no filme”, comenta Marcus Vilar.

A obra teve locações na Paraíba, Pernambuco e Rio de Janeiro. A produção contou com o apoio de colaboradores e empresas ao longo dessa trajetória, consultoria de Idelette Muzaart, Braúlio Tavares e Carlos Newton Júnior. O argumento foi estruturado por Idelette Muzart, Marcus Vilar e Torquato Joel, e a trilha sonora tem a participação de Fernando de Farias Pintassilgo, Erivan Araújo do Grupo Tocaia, Antonio Nóbrega e Antonio Madureira.

Pesquisa e gravações foram realizadas pela ONG Para”iwa, com coprodução da TV Viva, Comvídeo e Universidade Federal da Paraíba, pela Coex/Prac. O longa contou com colaboração decisiva de Guel Arraes, Luiz Fernando Carvalho e George Jonas, que cederam imagens de suas produções das obras de Ariano e apoio do Governo do Estado.