Cultura

Art naïf do paraibano Clóvis Júnior estampa coleção de marca nacional

Artista vai produzir canecas, moringas, tigelas, entre outros itens, para a Tok&Stok, baseados em sua obra, 'Festa das Cores'.



Marcus Mendes
Marcus Mendes
Paraibano Clóvis Júnior se tornou um dos representantes da art naïf brasileira

O artista plástico paraibano Clóvis Júnior foi convidado para assinar uma coleção em comemoração ao dia de São João para a Tok&Stok. Clóvis, que é considerado um dos representantes da art naïf brasileira, criou estampas para os produtos da empresa inspirado de uma de suas obras, 'Festa das Cores', com forte influência da cultura nordestina.

Sobre a escolha desta obra para direcionar seu trabalho, Clovis afirmou que “nada como o São João para sintetizar todo esse colorido, além da alegria, que essa festa produz. Fogos, fogueira, balões, pessoas… É São João, a Festa das Cores”.

O resultado da inspiração é visto em uma coleção que traz caneca, moringa, tigela, prato de sobremesa, bandeja, guardanapo e pano de prato estampados com casal de noivos, músicos, balão e até bumba meu boi – personagens típicos das festas juninas.

"Gosto que a minha arte seja diversificada, pois possibilita que ela seja vista e apreciada por um quantitativo maior de pessoas. Isso é bom, tanto para o artista quanto para o público”, ressaltou o artista.

Autor de pinturas e gravuras, o paraibano Clóvis Junior está presente no mundo das artes desde jovem. “Minha infância foi marcada por brincadeiras na rua, festas religiosas, leitura de cordéis e gibis. Isso tudo, desde o início, me influenciou na criação de desenhos e, posteriormente, da minha pintura enquanto artista profissional”, confidenciou.

Dado o viés artístico que desenvolveu ao longo

 de 30 anos de carreira, Clovis é atualmente um dos grandes nomes da arte no brasil. “A diversidade de cores, aliada as tonalidades fortes e de elementos da cultura nordestina, é a marca das minhas obras e do estilo da minha pintura”, disse.

Segundo Clóvis, “com as cores as pessoas buscam entender a imagem, e se encantam com a cultura nordestina representada em cada trabalho. Há uma curiosidade em conhecer mais de perto tudo o que é retratado.” Uma boa justificativa para estimular a criatividade de quem já acumula mais de 35 exposições, coletivas e individuais, no Brasil e exterior.