Cultura

Bibi canta Sinatra em JP; boa chance para reouvir 'The Voice'

JORNAL DA PARAÍBA indica títulos que se destacam na discografia de Frank Sinatra como sugestão para quem ainda não ouviu o cantor. 



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Sinatra numa sessão de gravação na Capitol Records. Na gravadora, fez seus melhores discos

Neste sábado (14), Bibi Ferreira se apresenta em João Pessoa com o show em que interpreta canções do repertório de Frank Sinatra, o maior cantor popular do século XX. Ela esteve aqui pela última vez há mais de duas décadas, na turnê dedicada à música de Edith Piaf, e agora vai cantar no teatro Pedra do Reino, do Centro de Convenções. O espetáculo, elogiadíssimo por onde tem passado, mostra Bibi numa performance arrebatadora.

O JORNAL DA PARAÍBA aproveita a passagem do show de Bibi Ferreira por João Pessoa para sugerir discos que podem apresentar à nova geração a arte maior de Francis Albert Sinatra (1915 - 1998), americano de origem italiana que ficou conhecido, simplesmente, como The Voice.

“Songs for Young Lovers” - De 1954. Primeiro álbum de Sinatra na Capitol Records, gravadora onde fez seus melhores discos. Repertório cheio de clássicos do cancioneiro americano: “My Funny Valentine”, “A Foggy Day”, “I Get a Kick Out of You”, “Little Girl Blue”, “They Can't Take That Away from Me”. Arranjos impecáveis de Nelson Riddle.

 

 

 

“In the Wee Small Hours” - De 1955. Terceiro álbum de Sinatra na Capitol. Para muitos sinatrófilos, é o melhor disco de sua carreira. Recuperou o artista, que enfrentou uma fase de declínio após o fim da relação com a atriz Ava Gardner. No repertório, arranjado por Riddle, “Mood Indigo”, “Glad to Be Unhappy”, “What Is This Thing Called Love?” e “Ill Wind”.

 

 

 

 

“Strangers in the Night” - de 1966. Disco da maturidade. Aos 51 anos, gravando no seu selo (Reprise), Sinatra frequenta as paradas com a música que dá título ao álbum. A canção logo entraria para a sua antologia. Também estão no repertório “Summer Wind” e “All or Nothing at All”. Alguns sinatrófilos ortodoxos têm restrições ao trabalho.

 

 

 

“Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim” - De 1967. Marca o encontro de Sinatra com Jobim e a Bossa Nova. Com um registro vocal mais grave, ele se debruça sobre canções do Brasil que, àquela altura, já eram clássicos do cancioneiro mundial. Inclui ainda standards americanos. Tem o dueto de Sinatra e Tom em “The Girl from Ipanema”.

 

 

“My Way” - De 1969. Mais um Sinatra da maturidade. O maior sucesso foi a canção que dá título ao álbum, gravada logo depois por Elvis Presley. Tem os Beatles em “Yesterday”, Stevie Wonder em “For Once in My Life” e Simon & Garfunkel em “Mrs. Robinson”. Aos 54 anos, Sinatra estava de olho nas canções da nova geração. E ainda era The Voice.

 

 

 

 

Songbook americano

Muitos outros títulos podem ser mencionados na discografia de Sinatra. Há quem prefira a década de 1940, os anos da Columbia. É o início da carreira solo depois da passagem pelas orquestras de Harry James e Tommy Dorsey. A voz jovem, mas já perto da perfeição. Um cantor moderno, mais contido do que os que o antecederam. Ao sucesso inicial, segue-se um período de declínio. A recuperação vem na década de 1950, na era do LP. É a fase da Capitol, a mais fértil de sua discografia. É o tempo dos discos conceituais.

Sinatra era um cantor popular voltado para o melhor do cancioneiro do seu país. Sua trajetória é um vasto american songbook. Os grandes autores e as grandes canções estão nos muitos discos que gravou. Ouvi-los é ouvir a música do seu tempo tratada com perfeccionismo e profundo respeito. A partir dos anos 1960, ele atualizou o repertório. Gravou Paul Simon, Stevie Wonder, Lennon & McCartney, George Harrison. Mas permaneceu o mesmo. O modo de cantar e os arranjos remetiam sempre ao seu estilo.