Cultura

Primeira coletânea de Marisa Monte é lançada nesta sexta-feira

Na compilação, a cantora não lançou mão dos grandes sucessos da carreira. Preferiu escolher canções de projetos paralelos. 



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A arte da capa da coletânea "Coleção", que reúne 13 canções selecionadas por Marisa Monte

“Coleção” é o título da primeira coletânea de Marisa Monte. A compilação, no entanto, não é uma reunião de grandes sucessos. O CD, que chega às lojas nesta sexta-feira (29), traz 13 faixas de projetos paralelos com os quais a cantora se envolveu ao longo de sua carreira de quase 30 anos.

Ao deixar de lado o conceito de “grandes sucessos” (o mais usado nas coletâneas), Marisa Monte faz com que “Coleção” seja um item importante para colecionadores.

Na sua trajetória, algumas características a diferenciam da média dos intérpretes da música popular e também a distanciam das regras do mercado fonográfico. Uma delas: começar com um disco ao vivo e não em estúdio. Outra: gravar pouco, fugindo da tentação de fazer um disco por ano. Mais uma: não compilar grandes sucessos.

Entre 1989 e 2014, Marisa Monte lançou apenas dez discos. Média de um trabalho a cada dois anos e meio. Cantou seus contemporâneos, visitou clássicos do cancioneiro nacional, gravou standards da música americana, atuou como intérprete de repertório heterogêneo e também como autora.

Em “Coleção”, vai de “Carinhoso” (acompanhada pelo violão de Paulinho da Viola) a “Nu com a Minha Música”, de “Waters of March” a “Esqueça”, de “É Doce Morrer no Mar” a “Cama”, da parceria com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown.

No Facebook, a cantora resumiu: “Essas gravações e as parcerias que elas proporcionaram foram fundamentais na minha trajetória e influenciaram toda a minha produção solo”.

Para fazer “Coleção”, Marisa Monte ouviu quase 40 gravações. Escolheu 13. Foi pouco.