Cultura

Roberto Carlos 75 anos: o Jornal da Paraíba indica os melhores discos do Rei



Roberto Carlos faz 75 anos nesta terça-feira (19). São 57 anos de carreira, contados a partir do seu primeiro vínculo profissional (crooner de uma boate em 1959), e dezenas de discos lançados no Brasil e no mercado internacional. Chamado de Rei, inseriu uma incontável quantidade de canções na memória afetiva do público brasileiro.
 
O JORNAL DA PARAÍBA escolheu 12 títulos da sua extensa discografia como sugestão para marcar os 75 anos do Rei. Que tal uma reaudição?
 
JOVEM GUARDA (1965)
A faixa de abertura, “Quero que Vá Tudo pro Inferno”, colocou Roberto Carlos no topo das paradas. Ele começava a conquistar um espaço que o transformaria num dos maiores nomes da nossa música popular. Também estão no disco “Lobo Mau”, “Coimbra” e “Mexerico da Candinha”.
 
 
 
 
ROBERTO CARLOS (1966)
O repertório está cheio de sucessos: “Eu te Darei o Céu”, “Nossa Canção”, “Querem Acabar Comigo”, “Esqueça”, “Negro Gato”, “Namoradinha de um Amigo Meu”, “É Papo Firme”. Em plena Jovem Guarda, Roberto Carlos iniciava uma série de discos com vários hits, algo que não existe mais. 
 
 
 
 
 
EM RITMO DE AVENTURAS (1967)
Disco com a trilha do filme homônimo, o primeiro dos três que o artista faria sob a direção de Roberto Farias. Os arranjos são menos rudimentares do que nos trabalhos anteriores. “Eu Sou Terrível”, “Como É Grande o Meu Amor por Você”, “Por Isso Corro Demais” e “Quando” se destacam no repertório. 
 
 
 
 
O INIMITÁVEL (1968)
O título é uma resposta ao sucesso de Paulo Sérgio, cantor cuja voz lembrava remotamente a de Roberto Carlos. Primeiro disco lançado depois do fim do programa Jovem Guarda. O rei inicia o período de adesão à soul music. “As Canções que Você Fez pra Mim” é uma das melhores faixas.
 
 
 
 
 
 

ROBERTO CARLOS (1969)
No fim de 1969, quando o LP chegou às lojas, Roberto Carlos já estava associado aos natais brasileiros, consolidando a tradição do disco de fim de ano. “As Flores do Jardim da Nossa Casa”, “As Curvas da Estrada de Santos” e “Sua Estupidez” encontram um intérprete que seguia ligado no soul.
 
 
 

 
 
ROBERTO CARLOS (1970)
O grande hit do disco foi “Jesus Cristo”. Roberto Carlos dava início a mais uma tradição da sua carreira: as canções de inspiração religiosa, que lhe renderam muitas críticas. “Meu Pequeno Cachoeiro”, de Raul Sampaio, é um emocionado tributo à cidade do Espírito Santo onde o Rei nasceu.
 
 
 
 
ROBERTO CARLOS (1971)
Marca o início da fase madura. Muitos consideram este seu melhor disco. “Detalhes” está entre as canções mais inspiradas de Roberto & Erasmo Carlos. Em “Como Dois e Dois”, canta o Caetano Veloso exilado. Em “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”, fala do dia em que o baiano voltará para o Brasil. 
 
 
 
ROBERTO CARLOS (1972)
“Como Vai Você” é, até hoje, um dos maiores sucessos do repertório de Roberto Carlos. “A Montanha” é a canção religiosa do disco. “A Distância”, balada melancólica, entrou num filme de Visconti (“Violência e Paixão), cantada em italiano. “O Divã” é da série de canções confessionais. 
 
 
 
 
ROBERTO CARLOS (1973)
Disco a ser lembrado por “Proposta”, da série de canções erótico-sentimentais da década de 1970. No lado oposto, está a religiosa “O Homem”, cujo arranjo e sonoridade lembram o beatle George Harrison. “Atitudes” mostra que Roberto Carlos ainda não encerrou a sua fase de soul music.  
 
 
 

 ROBERTO CARLOS (1975)
O disco traz os sucessos “Olha” e “Além do Horizonte”. O intérprete brilha em “Mucuripe”, de Fagner e Belchior, já gravada por Elis Regina. A regravação de “Quero que Vá Tudo pro Inferno”, dez anos depois, é inferior ao registro original. O artista acabaria banindo a canção do seu repertório. 
 
 
 
 
ROBERTO CARLOS (1977)
Um dos melhores discos de Roberto Carlos. “Amigo” é homenagem ao parceiro, Erasmo Carlos. No repertório, muitos sucessos: “Falando Sério”, “Muito Romântico”, “Cavalgada”, “Jovens Tardes de Domingo”, “Outra Vez”. A saudade da Jovem Guarda parece precoce num homem de 36 anos.
 
 
 
ROBERTO CARLOS (1981)
Aos 40 anos, Roberto & Erasmo assinam “Emoções”, usada até hoje para abrir os shows do Rei. É um autorretrato que poderia ter sido composto mais tarde. “As Baleias” traz um grito ecológico numa sensível balada. A canção de inspiração religiosa (“Ele Está pra Chegar”) é um rock vibrante.  
 

 

 

 

A tradição do disco de inéditas lançado a cada fim de ano foi quebrada em meados dos anos 1990. De lá para cá, Roberto Carlos gravou muitos discos de exceção, vários ao vivo. Três merecem destaque: o Acústico da MTV (2001), o tributo a Tom Jobim, dividido com Caetano Veloso (2008) e o recente “Primera Fila”, gravado no estúdio dos Beatles, em Londres.