Cultura

Montagem de Guilherme Leme e Vera Holtz chega aos palcos de CG e JP

Peça "O Estrangeiro" é baseada no romance de Albert Camus. Espetáculo está em cartaz nesta quinta-feira (3), no sábado e no domingo, em João Pessoa e Campina Grande.




Astier Basílio
Do Jornal da Paraíba

Final de 2007, Copenhague, Dinamarca. No avião de volta para o Brasil, o ator Guilherme Leme estava com um dos presentes que ganhou desembrulhado. Era uma adaptação do romance O Estrangeiro, do escritor argelino Albert Camus, feita pelo ator e diretor dinamarquês Morten Kirkskov, de quem Leme havia sido hóspede, ao lado da amiga Vera Holtz.

“Montei aqui, fez muito sucesso, estou dando essa adaptação para você”, disse o amigo dinamarquês a Leme.

Ainda nos ares, Guilherme Leme terminou a leitura e ficou simplesmente apaixonado. Desembarcou no Galeão com uma certeza: “vai ser meu próximo projeto”. E foi. Um ano depois da temporada de estreia que aconteceu no Espaço Sesc, em Copacabana, no Rio de Janeiro, a montagem chega ao público paraibano. O espetáculo O Estrangeiro se apresentou ontem e volta a ser apresentado nesta quinta-feira (3) em Campina Grande (no cine-teatro do Sesc Centro), e sábado (5) e domingo (6) em João Pessoa, no Teatro Ariano Suassuna (Colégio Pio X).

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Como tudo teve início com Vera Holtz, nada melhor do que chamá-la para dirigir. Foi isso o que Guilherme fez. Todavia, a amiga estava às voltas com a gravação de uma novela e não teria como dar conta do ritmo de ensaios, já que havia uma data marcada para a estreia. Como resolver o problema? Simples, Guilherme cuidou da concepção cênica e Vera se encarregou de trabalhar com a atuação. Os dois dividem a concepção do espetáculo. É a primeira vez que Vera assina uma direção e é a primeira vez que Guilherme faz um monólogo.

O começo de O Estrangeiro é fulminante: “Hoje mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do asilo: ‘Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pêsames’. Isso não esclarece nada. Talvez tenha sido ontem”. Camus (1913-1960) foi escritor, filósofo, ensaísta e dramaturgo.

Mesmo que sua produção teatral não seja tão lembrada quando o seu romance e o seu ensaio, aqui no Brasil, em 2008, Thiago Lacerda protagonizou o espetáculo Calígula, texto de Camus, numa direção de Gabriel Vilela.

O Estrangeiro conta a estória de um homem acusado de um assassinato que se vê na iminência da condenação por não ter chorado no velório da mãe.

Aos 49 anos, Guilherme Leme pegou o seu grande papel na televisão, logo no seu segundo trabalho. Foi em 1988, interpretando Rico, irmão de Rei, numa dobradinha com outro Guilherme, o Fontes. Os dois foram a dupla de sucesso da novela Bebê a Bordo, escrita por Carlos Lombardi. Na sequência, Leme participou de outros sucessos: interpretou Pedro em O Primo Basílio, adaptação de Gilberto Braga e Leonor Bassères, e a novela Que Rei Sou Eu, de Cassiano Gabus Mendes e Luís Carlos Fusco. O Estrangeiro foi selecionado no Programa BR de Cultura, da Petrobras.

Serviço João Pessoa:

Espetáculo: “O Estrangeiro”
Local: Teatro Ariano Suassuna, anexo Colégio Marista Pio X
Endereço: Praça da Independência, 150, Bairro Tambiá
Data: 05 e 06 de junho
Horários: sábado às 21h e domingo às 20h
Ingressos: R$ 30 e R$ 15

Serviço Campina Grande

Espetáculo: “O Estrangeiro”
Local: Cine Teatro do SESC Centro
Endereço: Rua Jiló Guedes, 650, Centro, próx. Ao Viaduto
Data: 02 e 03 de junho
Horário: 20h
Ingressos: R$ 30 e R$ 15
Informações: 3341 5800 (Sesc)


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