Cultura

Luiz Carlos Vasconcelos fala sobre o Dia Nacional do Palhaço

Dia do Palhaço é comemorado em homenagem a um dos principais palhaços brasileiros, interpretado por Abelardo Pinto, o Piollin. Foi ele quem deu nome a um dos principais grupos de teatro da Paraíba.




Astier Basílio, do Jornal da Paraíba

Hoje é comemorado o Dia Nacional do Palhaço. Sabem por que justamente no dia 10 de dezembro se comemora esta data? É uma homenagem a um dos principais palhaços brasileiros, interpretado por Abelardo Pinto (1897 -1973), o Piollin. Curiosamente, foi esse palhaço quem deu nome a um dos principais grupos de teatro da Paraíba.

Como funcionava no bairro do Róger, a companhia Piollin queria estabelecer um vínculo com a comunidade. Luiz Carlos Vasconcelos (foto) foi escolhido pelo grupo para fazer um palhaço. Destas experimentações surgiu o palhaço Xuxu.

Luiz Carlos Vasconcelos ainda se recorda a primeira vez que viu um palhaço. “Eu estava no colo da minha mãe, em Caruaru, a cidade dela. Era o Circo Americano, um circo imenso. Me marcou tanto que eu lembro até o número: dos palhaços dentistas. Era muito violento. Um estava anestesiando o outro com marretadas”.

Idéia de ser palhaço, planejamento, Luiz Carlos diz que nunca teve. “As coisas foram acontecendo naturalmente”. Antes das improvisações no Róger, Luiz Carlos, aos 18 anos, interpretou um palhaço de 80 anos na peça ‘O Asilo’. “Recebi o prêmio de melhor ator das mãos de Paschoal Carlos Magno. Quando eu saí do palco foi aquele susto porque eu era um menino interpretando um palhaço velho. Esse personagem já tinha muito do Xuxu”, explica.

Atualmente, a tradição familiar do palhaço vem sendo substituída pelas oficinas. Aqui em João Pessoa, a companhia Lua Crescente alia elementos circenses aos teatrais. O último espetáculo do grupo, ‘Quem Casa Quer Lona’, dirigido por Diocélio Cunha, é baseado em dramas de circo.


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