Cultura

Forró Fest levanta a poeira, pela primeira vez, em Patos

A festa terá início a partir das 21h. A primeira atração a subir ao palco será a banda Forró Caçuá e o poeta Amazan. Concorrentes do Forró Fest vão lutar pela classificaç&




Astier Basílio, do Jornal da Paraíba

As bandeiras já estão sendo colocadas. O milho escolhido. A Paraíba se prepara para virar um grande arraial. A trilha sonora oficial, com certeza, é o forró. O mês de junho, o mês do São João, começa segunda-feira, mas a partir de hoje os festejos esquentam em Patos. É a primeira vez que a cidade sedia a abertura do Forró Fest.

Tudo está pronto. No Terreiro do Forró, o cenário já foi montado e tem assinatura do cenógrafo Sereco. “A proposta foi fazer com que o cenário remetesse a um salão de forró. Temos um bar, onde o Chico Forró vai ficar. E a decoração é composta de fotografias, na verdade painéis de quatro metros, de instrumentos musicais como zabumba, sanfona”, conta o cenógrafo.

A festa terá início a partir das 21h. A primeira atração a subir ao palco será a banda Forró Caçuá e o poeta Amazan. Em seguida, os concorrentes do Forró Fest vão lutar para a classificação. A programação se encerra com o forrozeiro Alcymar Monteiro e a banda Santropê.

“É a primeira vez que a abertura do Forró Fest é feita em Patos. Estamos com a melhor das expectativas, pois o evento aqui já é consolidado, tem um grande público”, analisa o coordenador do Forró Fest, Paulo Pena.

Uma das verdadeiras marcas do evento é o boneco Chico Forró. De início, a ideia era só utilizá-lo durante as chamadas de televisão. Mas o sucesso foi tanto que o bonequinho passou também a subir ao palco e participar das etapas eliminatórias.

Há quatro anos animando o Forró Fest, Chico Forró é uma criação de Artur Leonardo, que trabalha há 21 anos com teatro de bonecos e até tem um grupo, o Boca de Cena.

“Para criar o Chico Forró, eu me inspirei em três nomes. Era como se o boneco fosse uma mistura de Beto Brito com Santana e Chico Ribeiro”, explicou Artur.

Artur Leonardo foi iniciado nas artes com o Mestre Clóvis, em Guarabira, sua cidade natal. “Comecei com o babau, o boneco mais tradicional, depois passei a estudar outras possibilidades”, contou.

Quem faz dupla com Chico Forró, há dois anos, é o poeta cordelista Marco di Aurélio, pernambucano de Bodocó, radicado há 12 anos na Paraíba. Ele conta que tem sido parado na rua por pessoas que sempre o parabenizam por divulgar a cultura nordestina, em especial o cordel, mas houve uma abordagem, no mínimo, curiosa.

“Uma vez, uma pessoa chegou para mim e disse: olha, eu sempre soube que você era inteligente, fazia muita coisa, mas eu nunca pensei que você fosse ventríloquo”, contou. Em tempo: é o próprio Artur Leonardo, que confeccionou Chico Forró, quem manipula, faz a voz e escreve os roteiros do bonequinho.

Atrações
Dois grandes nomes do forró de gerações diferentes ilustram o Forró Fest de hoje. Alcymar Monteiro estourou nos anos 1980, na mesma onda que trouxe para cena nomes como Assisão e Jorge de Altinho.

Sua geração manteve uma linha de conexão direta com o forró de Gonzagão. Amazan traz para o forró elementos da cultura popular. Não é à toa. Amazan é cordelista e poeta, começou sua carreira declamando como integrante do grupo Tropeiros da Borborema.


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