Concursos e Empregos

Concurso é suspenso e Ministério Público investiga venda de gabaritos

Provas para o preenchimento de 136 vagas foram realizadas no dia 30 de agosto. Denúncias apontam pagamento de R$ 20 mil por respostas.



Atendendo a solicitação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), a Justiça suspendeu a homologação do concurso público realizado pela Prefeitura de Teixeira, no Sertão paraibano, após denúncias de venda de gabaritos e outras irregularidades que teriam sido praticadas na condução do certame. As provas para o preenchimento de 136 vagas foram realizadas no dia 30 de agosto e, segundo as denúncias apresentadas ao MPPB, alguns candidatos teriam pago até R$ 20 mil pelas respostas das questões.

Antes da liminar concedida pela Justiça, a gestão municipal pretendia homologar o concurso na semana passada, mas agora vai ter que aguardar a conclusão das investigações para definir as medidas que serão tomadas em relação ao certame. Na ação encaminhada à comarca da cidade, o promotor Dennys Carneiro diz que as denúncias recebidas relatam o pagamento de R$ 20 mil pelos gabaritos, citando ainda que “há notícias de que candidatos que não preencheram os dados pessoais necessários no caderno de respostas (o que se ensejaria imediata eliminação) foram aprovados no certame”.

“O edital do concurso teria exigido um grau de escolaridade diferente do que a lei possibilita. Além disso, há denúncias do envolvimento de pessoas ligadas tanto à empresa que organizou o concurso, como informes de pessoas de representação na sociedade de Teixeira que estariam intermediando isso (as possíveis fraudes)”, acrescentou o promotor. As investigações devem ser concluídas em 90 dias.

O procurador-geral do município, Valtécio de Almeida, disse que a prefeitura vai colaborar com as investigações, pois tem interesse em esclarecer e sanar possíveis irregularidades. “Estamos preparando a defesa do município e o que temos a dizer é que o município está a inteiro dispor do Ministério Público e vamos ajudar, pois se houver qualquer irregularidade, o município com certeza vai tomar as providências, até no sentido de, se for preciso, anular o certame”, informou.  A reportagem também procurou a Conpass, empresa que organizou o concurso, mas ninguém foi localizado para falar sobre o assunto.