Concursos e Empregos

TRE-PB: confira as dicas de estudo para o concurso

 Professores afirmam que o conteúdo de Informática deve exigir alto nível de conhecimento. 



 

Depois de ser longamente esperado pelos concurseiros, finalmente foi divulgado, na última terça-feira, o edital do concurso do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Superando a expectativa de vagas, o edital oferece 19 oportunidades para candidatos de nível médio e superior. E o melhor: as remunerações chegam até R$ 9.662,84, o que chamou a atenção de muitos concurseiros.

 

A banca do certame será a Fundação Carlos Chagas (FCC), a mesma que realizou o último certame do órgão, em 2007 e, também, a mesma que realizou o recente concurso do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que teve quase 50 mil candidatos inscritos. "Quem fez o concurso do MPPB pode, inclusive, aproveitar os estudos que já estava fazendo e se dedicar a esse concurso”, afirma o especialista em concursos Rodrigo Andrade.

Um outro grupo que também pode aproveitar a chance é o daqueles que estavam se preparando para o concurso do TRE de Sergipe. O concurso oferece 11 vagas e a organizadora também é a FCC. A remuneração inicial do cargo de técnico é de R$ 5.425 e de analista é de R$ 8.863. As inscrições vão até o dia 22 de setembro. Com conteúdos semelhantes, tendo apenas algumas diferenças, ambas as provas serão no mês de novembro, embora em datas diferentes. Enquanto que a do TRE-PB será no dia 29 de novembro, a do TRE-SE será no dia 1º.

Um ponto importante que merece atenção para quem está pensando em fazer o concurso do TRE é a quantidade de nomeações que foram feitas de acordo com o último edital. Se o concurso oferecia 31 vagas, um total de 99 candidatos foram convocados até o prazo final do certame, em 2011 (o prazo de validade de dois anos foi prorrogado por mais dois anos).

Para se ter uma ideia, para o cargo de técnico judiciário (área administrativa), embora tenham sido oferecidas 19 vagas no edital, foram convocados 61 candidatos; para o cargo de analista judiciário (área administrativa), eram seis vagas no edital, e foram convocados 16 candidatos; e, também, para o cargo de analista judiciário (área judiciária), eram previstas seis vagas no edital e foram convocados 22 candidatos.

De acordo com Rodrigo Andrade, o primeiro passo para o candidato que deseja se preparar para este certame é fazer um bom planejamento de estudo, baseado em um cronograma esquematizado de assuntos. "E o principal: é interessante que o candidato comece por aqueles conteúdos que ele não gosta. Muitos concurseiros fazem o contrário, e esse é um grande erro. Nesse, do TRE, é interessante que ele dê uma prioridade, por exemplo, aos conteúdos de Direito Eleitoral, já que são conteúdos que não são cobrados com tanta frequência em outros concursos", pontua.

O edital
Ao todo, o concurso oferta quatro vagas para analista judiciário,13 para técnico judiciário (área administrativa, sem especialidade), uma para técnico judiciário (área de apoio especializado em programação de sistemas) e uma para técnico judiciário (área de apoio especializado em operação de computadores). O carga de analista é para nível superior e o de técnico, para nível médio.

Os interessados em participar do certame devem se inscrever no site da Fundação Carlos Chagas (FCC), no qual a ficha de inscrição estará disponível a partir das 10h até as 14h do dia 13 de outubro. A taxa de inscrição é de R$ 60,00 (nível médio) e R$ 75,00 (superior).

A remuneração para analista judiciário pode chegar a R$ 9.662,84 quando somado aos vencimentos o auxílio-alimentação, para uma jornada de 40 horas semanais. Já para técnico judiciário, os vencimentos podem chegar a R$ 7.023,79, para a mesma jornada de trabalho.

As provas terão 60 questões, sendo 20 de conhecimentos gerais e 40 de conhecimentos específicos, e estão previstas para serem aplicadas no dia 29 de novembro deste ano.

Os candidatos terão três horas para realizar as provas dos cargos de técnico judiciário e quarto horas para analista judiciário, que contará ainda com redação. O período da manhã será reservado para os cargos de técnico judiciário, e no período da tarde para os cargos de analista judiciário. As avaliações serão aplicadas nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa.

 

Professores destacam conteúdos 

De acordo com o professor Tiago de Melo, o nível das provas de noções de informática é de médio para superior. As questões, na verdade, deverão cobrar um alto nível de conhecimento dos candidatos. Além disso, segundo ele, o edital traz novidades em relação ao último concurso realizado pela mesma FCC em 2007, como o Windows 7, o Libreoffice e segurança das informações.

"Chamo atenção para o tópico de segurança das informações, assuntos como tipos de vírus, ataques a computadores (phishing, pharming, DDoS) são bastante cobrados pela FCC. E não esquecer das tradicionais ferramentas de defesa como criptografia, assinatura digital e certificado digital", afirma Tiago Melo. 

Já para a professora de Português Ana Paula Colaço, os assuntos mais abordados pela Fundação Carlos Chagas são interpretação e compreensão de texto; concordância verbal; concordância nominal; verbos (vozes, correlação e conjugação); pronomes (colocação e emprego); pontuação (vírgula); redação (correção gramatical, ortografia oficial, acentuação gráfica); clareza; e coerência textual.

Segundo ela, a prova, no geral, é dividida em três grupos: a parte do texto, que não exige do candidato o uso da gramática e, também, não exige que o candidato volte ao texto, possibilitando um "ganho" de tempo; a gramática aplicada ao texto; e a gramática pura, que termina sendo a parte mais tranquila da prova. "É necessário praticar, principalmente a parte do texto, que costuma desestabilizar o candidato por serem textos longos", frisa a professora 

Em se tratando do conteúdo de Normas Aplicáveis aos Servidores Públicos Federais, a professora Vanessa Beltrão diz que é necessário que o candidato focar os estudos no Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União (lei nº 8.112/90 e alterações posteriores) e na Organização da Carreira dos Servidores do Poder Judiciário da União (lei nº 11.416/2006 e suas alterações). "O nível provavelmente vai ser alto porque a concorrência esperada é muito alta. Mas nos padrões FCC", afirma.