Concursos e Empregos

Carreira deve começar aos 18

Consultor em carreiras Max Gehringer esteve em João Pessoa e deu dicas de como conseguir sucesso no trabalho.



Construir um bom networking é uma das melhores formas de se alcançar sucesso na carreira. Cursos técnicos são mais interessantes que cursos superiores para quem está começando a se profissionalizar. Ao mesmo tempo, o jovem deve buscar entrar no mercado de trabalho com, no máximo, 18 anos, mesmo que seu primeiro emprego não seja na sua área. Essas são algumas das dicas dadas pelo consultor em carreiras Max Gehringer. Segundo ele, hoje, não interessa ao mercado o profissional que estudou demais, mas, sim, aquele que estudou o suficiente.

Uma dica que o consultor dá para quem está em busca do primeiro emprego pode ser surpreendente à primeira vista: faça um curso técnico, antes de fazer uma faculdade. "Como todo mundo está indo direto para a faculdade, tá faltando técnico no mercado. Isso quer dizer que o técnico químico consegue achar emprego muito mais fácil que o engenheiro químico. O mecânico às vezes consegue ganhar mais que alguém que se formou num curso de engenharia mecânica. Criou-se um buraco no mercado por conta disso", diz.

Isso não quer dizer, no entanto, que se deve escolher o curso técnico em detrimento de um curso superior. Deve-se fazer os dois, na verdade. Primeiro o técnico, depois o superior. Assim, o jovem que entrar no curso superior já terá uma experiência de mercado, e, além disso, terá uma visão melhor de que curso superior poderá escolher para se formar. Depois do curso superior, ainda vem a pós graduação. Nunca para. E nunca se deve parar. "O jovem não deve deixar de fazer o curso superior nem todos os que vêm depois dele. Mas quando ele pula o curso técnico, isso cria uma situação em que técnicos conseguem ganhar mais do que bacharéis. E por que isso acontece? Porque não existe oferta de mão de obra suficiente", explica.

Outro fato para o qual os jovens devem estar atentos também é a necessidade de se entrar no mercado de trabalho o quanto antes. Com 18 anos, no máximo; antes disso, se for possível. "Muita gente acredita que acumulando diploma vai ganhar a experiência que compensa a falta que faz ter entrado no mercado de trabalho. Muita gente com 23, 24 anos, tem um caminhão de diplomas, mas nunca trabalhou na área, e isso acaba dificultando a carreira".

E essa experiência não precisa ser, necessariamente, na área em que o jovem faz um curso ou deseja seguir carreira - até mesmo um trabalho não remunerado em uma ONG é válido. O que importa é que a pessoa aprenda o que é rotina, o que é chefia, o que é a burocracia. "É ali que ele vai entender que nem tudo é divertido, que tem coisa chata, que às vezes se leva uma bronca injusta. Aprende a conviver com coisas que vão fazer parte da vida dele todos os dias e que não dá para aprender na escola", afirma.