Concursos e Empregos

Suspeito de fraudar concurso da PM continua preso

Homem tinha uma lista com quatro escolas onde também estavam sendo realizadas provas do concurso.



Continua detido na Central de Polícia, em Campina Grande o agente socioeducativo Edivonaldo Ferreira de Araújo, 28 anos, preso suspeito de fraudar o concurso público da Polícia Militar do estado da Paraíba. O acusado foi preso no final da tarde da último domingo com um rádio transmissor dentro de um carro, por trás de uma escola estadual de Campina Grande, onde estava sendo realizado o exame. O homem tinha uma lista de outras três escolas do concurso.

Segundo a Polícia Civil ainda não há nenhuma prova de que o acusado realmente estivesse fraudando o concurso, mas há indícios tendo em vista que ele estava receptando o sinal de outros rádios. Com o acusado ainda foram encontrados dois aparelhos celulares e uma lista com o nome e endereço de quatro escolas estaduais, que estavam sediando as provas.

De acordo com as informações da Polícia Militar, Edivonaldo estava com o carro estacionado por trás da escola estadual Nenzinha Cunha Lima, no bairro de José Pinheiro. Os policiais suspeitaram e ao fazerem a abordagem perceberam que o rádio estava sendo usado.

Ao ser preso o acusado se preservou ao direito de permanecer em silêncio e está tendo o apoio de uma defensora pública. Hoje pela manhã familiares dos acusados estiveram na Central de Polícia e negaram que Edivonaldo estivesse envolvido em algum esquema. A irmã dele, que não quis se identificar, informou que o agente socioeducativo pretendia fazer o concurso mas desistiu.

Até o momento, Edivonaldo está sendo acusados de desenvolver clandestinamente atividades de telecomunicação, pelo fato de está usando um rádio transmissor de uso exclusivo de polícia e empresas autorizadas pelo Ministério das Comunicações.

O delegado responsável pela autuação, Júlio Ferreira arbitrou uma fiança no valor R$ 14,4 mil reais para que o acusado fosse liberado para responder em liberdade, mas o valor não foi pago. Edivonaldo deverá ficar detido na carceragem da Central de Polícia.