Bem Estar

Hábitos alimentares dos pessoenses ainda estão longe do ideal

População não se preocupa com a saúde na hora de escolher o cardápio. Prefere doces, massas e frituras a saladas e frutas.



Rizemberg Felipe
Rizemberg Felipe
Ingredientes mais naturais, como verduras e legumes, para muita gente, ficam em segundo plano

Basta uma pesquisa informal nas ruas de João Pessoa para constatar que os hábitos alimentares de muitos paraibanos deixam a desejar no quesito saúde. Massas, frituras e docinhos estão no cardápio de boa parte da parcela da população. Já as receitas com ingredientes mais naturais, como verduras, legumes e frutas, para muita gente, ficam em segundo plano.

No último dia 31, lembrado como o ‘Dia da Saúde e Nutrição’, nutricionista alerta para os cuidados com a qualidade na alimentação para a prevenção de doenças e combate à obesidade.

A estudante Ana Vasconcelos é a prova de que os hábitos alimentares do paraibano estão longe do ideal, assim como acontece com a maioria dos brasileiros e um fator contribuinte para a obesidade. Uma pesquisa da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), divulgada em 2015, mostrou que 44,45% dos adultos residentes na região Nordeste estão com o excesso de peso. O mesmo problema é uma realidade para 28,15% das crianças com idades de 5 a 9 anos que moram na região.

Na correria entre o fim das aulas e o intervalo até o horário do estágio, Ana Vasconcelos substitui, muitas vezes, os cereais, proteínas e carboidratos do almoço por hambúrgueres ou salgadinhos prontos. Outras vezes, o macarrão instantâneo está no cardápio.

“Têm dias que é muito corrido e aí eu faço um lanche mesmo ao invés de almoçar”, disse a jovem, argumentando que não troca o suco por refrigerante nas refeições.

Para o nutricionista Francisco Oliveira, a prática da alimentação inadequada ou pobre em nutrientes está relacionada ao consumo de alimentos industrializados e que, por conta da rotina, deixaram de preparar o próprio alimento.

“Cada vez mais as pessoas estão deixando de preparar suas próprias refeições e buscando alimentos já prontos, industrializados. Assim como optar por alimentos de rua que não agregam valor nutricional, como aquele salgado com refrigerante”, criticou o nutricionista.


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